A última mesa da 24ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) reuniu, neste domingo (26), duas escritoras que fazem da literatura um exercício de desobediência social. Diante de uma tenda com poucas cadeiras vazias, a catalã Eva Baltasar e a amazonense Susy Freitas defenderam uma escrita que rejeita rótulos e prefere lançar o leitor em zonas de desconforto.
Mediada pela jornalista e roteirista Micheline Alves, a mesa discorreu sobre poesia, maternidade, desejo, identidade e liberdade criativa.
Baltasar já tinha livros de poesia publicados quando iniciou sua trilogia sobre mulheres em conflito com as convenções sociais composta pelos títulos "Permafrost", "Boulder" e "Mamute", todos lançados no Brasil pela Dublinense.
Já a manauara Freitas explora uma Manaus delirante, fragmentada e queer em história que acompanha os integrantes de um coletivo subversivo que faz intervenções em lugares marcantes da cidade com algum propósito de denúncia em "O Baile do Juízo Final" (Todavia).
As autoras falaram sobre como a poesia surgiu antes da prosa para as duas. "A poesia era uma forma de me conhecer, de viajar para dentro de mim mesma", disse Baltasar.














