Comando Central Americano diz que ofensiva busca enfraquecer a capacidade militar iraniana e retaliar ataque contra base na Jordânia; Site diz que EUA vão enviar dezenas de aviões de reabastecimento em voo para Israel 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Uma ponte severamente danificada após ser atingida por um ataque dos Estados Unidos é vista na rodovia que liga as cidades de Roudan e Bandar Abbas, no sul do Irã, em 18 de julho de 2026. — Foto: Foto por AMIR HOSSEIN KHORGOOEI / ISNA / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/07/2026 - 19:50 EUA Realizam Ataques Aéreos contra o Irã Após Morte de Militares Os EUA lançaram ataques aéreos contra o Irã após a morte de dois militares americanos na Jordânia, buscando enfraquecer as capacidades militares iranianas e retaliar o ataque. O Comando Central dos EUA informou que a operação visa também reduzir a ameaça iraniana à navegação no Estreito de Ormuz. Essa escalada aumenta as tensões entre Washington e Teerã, colocando Israel em um limbo estratégico. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os Estados Unidos lançaram neste domingo (19) uma série de ataques n oque disseram ser uma "punição" ao Irã pelas mortes de dois militares americanos na Jordânia. O Exército dos Estados Unidos anunciou no sábado a morte dos dois militares, os primeiros desde a retomada das hostilidades em 7 de julho, e o desaparecimento de um terceiro em "ataques com mísseis e drones" atribuídos ao Irã na sexta-feira, na Jordânia. Na oitava noite consecutiva de bombardeios, os Estados Unidos atacaram instalações militares iranianas, além de "forças do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica que lançaram ataques contra membros das forças americanas na Jordânia em 17 de julho", afirmou o Comando Central dos Estados Unidos para o Oriente Médio (Centcom) em nota. As agências de notícias iranianas Mehr e Tasnim informaram sobre ataques americanos em Sirik, um porto localizado no Estreito de Ormuz, no sul do país. Já a agência oficial Irna noticiou um "ataque militar inimigo americano nas proximidades de Hajiabad", na mesma província de Hormozgan. Os ataques também tiveram como alvo uma usina nuclear em construção em Darkhovin, no sudoeste do país, afirmou mais tarde a Organização de Energia Atômica do Irã. Após o ataque, o diretor da Organização Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão ligado à ONU, pediu "moderação" às partes. Segundo a AIEA, a central nuclear de Darkhovin está em fase inicial de construção e que não foi encontrado nenhum material nuclear na instalação na última visita do órgão. Qualquer ataque americano enfrentará "uma resposta decisiva e devastadora", declarou o general iraniano Ali Abdollahi, citado pela televisão estatal. O site Axios informou que os EUA pretendem enviar mais aviões de reabastecimento em voo a Israel, como parte do esforço da guerra no Irã. Um alto funcionário israelense afirmou que dezenas de aviões de reabastecimento dos Estados Unidos devem chegar ao Estado Judeu em preparação para uma possível ampliação das operações militares contra o Irã. Ataques a Kuwait e Bahrein Quanto aos aliados dos Estados Unidos no Golfo, Kuwait e Bahrein afirmaram ter sido alvo de ataques iranianos neste domingo. As autoridades kuwaitianas anunciaram que uma usina elétrica e uma planta de dessalinização haviam sido atacadas, o que provocou um incêndio em algumas instalações, segundo as autoridades. Este é o terceiro dia consecutivo em que esse tipo de instalação é alvo de ataques no país. Sirenes de alerta soaram no Bahrein, sede da Quinta Frota americana, onde o comando militar afirmou que suas defesas aéreas "confrontaram, interceptaram e destruíram vários ataques aéreos traiçoeiros do Irã". Míssil interceptado por Israel e Jordânia Sirenes também soaram em Amã, capital da Jordânia, segundo um correspondente da AFP. O Exército israelense afirmou que um míssil lançado contra Áqaba, cidade jordaniana próxima à Eilat, no Mar Vermelho, foi interceptado pelas forças israelenses e jordanianas. Os países declararam ter "interceptado e derrubado três mísseis iranianos" lançados contra o reino, enquanto um quarto "caiu em uma área desértica". O Irã informou sobre ataques contra bases militares usadas pelos americanos. A guerra, deflagrada em 28 de fevereiro pela ofensiva israelense-americana contra o Irã, havia sido suspensa com o cessar-fogo de abril. Mas desde a retomada das hostilidades em 7 de julho, as partes trocam ataques e ameaças. O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, ameaçou no sábado dar uma "lição inesquecível" aos Estados Unidos após a retomada de seus ataques contra o Irã. Segundo um balanço do Ministério da Saúde iraniano, os bombardeios americanos deixaram ao menos 50 mortos e mais de 500 feridos desde 27 de junho. Do lado americano, 16 militares morreram desde o início da guerra. Veja fotos do Estreito de Ormuz, foco de tensão entre Irã e Estados Unidos 1 de 12
EUA lançam novos ataques contra Irã após mortes de militares na Jordânia; República Islâmica intercepta navios em Ormuz
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