Mais cedo, a Guarda Revolucionária Islâmica informou que havia lançado mísseis contra alvos militares dos EUA no Bahrein, na Jordânia e no Kuwait EUA realizam novos ataques contra alvos iranianos — Foto: Reprodução/Centcom/X As Forças Armadas dos Estados Unidos informaram que iniciaram uma nova onda de ataques contra o Irã às 7h (horário de Brasília) desta quarta-feira. "Os ataques têm como objetivo degradar ainda mais as capacidades militares que as forças iranianas têm usado para atacar a navegação comercial no Estreito de Ormuz", escreveu o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) em publicação na rede social X. A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) informou, mais cedo, que havia lançado mísseis contra alvos militares dos EUA no Bahrein, na Jordânia e no Kuwait, segundo a imprensa estatal iraniana. Não houve relatos imediatos de mortos ou danos. As Forças Armadas da Jordânia afirmaram ter derrubado três mísseis iranianos, enquanto Kuwait e Bahrein disseram ter interceptado os ataques. A imprensa estatal iraniana, por sua vez, informou que sete militares morreram em um ataque americano realizado anteriormente contra instalações no sudeste do país. Fatemeh Mohajerani, porta-voz do governo iraniano, afirmou nas redes sociais que mais de 30 civis também morreram nos bombardeios americanos nos últimos dias, sem fornecer detalhes. Na tarde da terça-feira, militares americanos anunciaram o restabelecimento de um bloqueio naval contra navios e portos iranianos no Estreito de Ormuz, após o conflito ter se concentrado no controle da hidrovia, considerada vital para o transporte de petróleo, gás natural e outros produtos essenciais, como fertilizantes. Em entrevista à Fox News na terça-feira, o presidente Donald Trump afirmou que as forças americanas continuarão atacando o Irã "com muita força" até que Teerã aceite retomar as negociações. O republicano disse, inclusive, que os alvos poderiam incluir infraestrutura civil, como usinas de energia e pontes. Esse tipo de bombardeio, porém, pode configurar crime de guerra segundo o direito internacional. As declarações foram feitas poucas horas depois de Trump abandonar um plano anunciado na segunda-feira para cobrar uma taxa de 20% dos navios que cruzassem Ormuz em troca de proteção dos EUA, proposta que contrariava a posição adotada anteriormente por seu governo. O quinto dia de ataques consecutivos evidenciam a fragilidade de um acordo preliminar firmado por Washington e Teerã no mês passado, enquanto as sucessivas mudanças de posição de Trump demonstram que o presidente tem dificuldade para encerrar um conflito, que, de acordo com falas dele no início da guerra, duraria de quatro a seis semanas. Embora o presidente americano tenha afirmado que o petróleo estava "fluindo como nunca antes", a empresa de inteligência marítima Kpler informou que apenas 21 embarcações cruzaram o Estreito de Ormuz na terça-feira. Desse total, 11 navios estavam sob sanções ou integravam a chamada "frota sombra", utilizada para driblar restrições internacionais. A MarineTraffic afirmou que o cenário de segurança pelo estreito "se deteriorou ainda mais depois que três novos ataques na costa de Omã foram confirmados, elevando para 56 o total de incidentes registrados e para 17 o número de marítimos mortos". A empresa acrescentou que "nenhuma embarcação utilizou a rota por Omã" e que "o tráfego continuou concentrado nas rotas aprovadas pelo Irã, refletindo a perda de confiança no corredor alternativo". Nesta quarta-feira, o petróleo Brent, referência internacional da commodity, permaneceu acima de US$ 85 por barril pelo terceiro dia seguido.
EUA iniciam nova onda de ataques contra o Irã
Mais cedo, a Guarda Revolucionária Islâmica informou que havia lançado mísseis contra alvos militares dos EUA no Bahrein, na Jordânia e no Kuwait











