Autoridades militares dos EUA afirmaram que navios da Marinha, assim como jatos da Força Aérea e helicópteros do Exército, estão monitorando o estreito de perto e estão preparados para atacar as forças iranianas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Helicópteros que participam das operações americanas contra o Irã no Estreito de Ormuz são vistos em imagem liberada pelas Forças Armadas dos EUA — Foto: AFP Forças americanas atacaram neste domingo dois lançadores de foguetes iranianos que tentavam dispersar minas marítimas no Estreito de Ormuz, de acordo com o Comando Central dos EUA (Centcom). O ataque foi o primeiro dos Estados Unidos contra o Irã em um mês e pareceu ser limitado, em vez de uma retomada dos bombardeios americanos em larga escala. Mas o Irã prometeu retaliar, aumentando o risco de novos ataques militares por ambos os lados. O capitão Tim Hawkins, porta-voz do Comando Central, afirmou que forças da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã foram observadas se preparando para lançar foguetes carregados com minas da Ilha de Larak nas águas do estreito circundante, uma via navegável vital para o transporte de petróleo e gás. Segundo o almirante Brad Cooper, chefe do Comando Central, até a semana passada as forças americanas haviam removido as minas que o Irã havia plantado no estreito. A Guarda Revolucionária afirmou que o ataque "será respondido com punição ao agressor", segundo a emissora estatal iraniana. A agência de notícias iraniana Tasnim informou que duas pessoas morreram no ataque, uma alegação que não pôde ser confirmada imediatamente. O Pentágono não respondeu de imediato aos pedidos de comentários. O governo de Donald Trump incentivou os navios comerciais a fazerem a travessia, com a Marinha dos EUA guiando-os pela parte sul do estreito, em águas omanitas. Autoridades militares dos EUA afirmaram que navios da Marinha, assim como jatos da Força Aérea e helicópteros do Exército, estão monitorando o estreito de perto e estão preparados para atacar as forças iranianas que ameaçam os navios comerciais que transitam pela hidrovia. 71 ataques A travessia do estreito continua perigosa. Dois marinheiros morreram nas últimas duas semanas e outro está desaparecido. No total, houve pelo menos 71 ataques a navios desde o início da guerra, e 19 marinheiros morreram. Em junho, o Irã e os Estados Unidos assinaram um acordo para reabrir o estreito, e durante três dias mais de 60 navios passaram por ali diariamente. Mas o acordo fracassou e as forças americanas reimporam o bloqueio aos portos iranianos. O Irã tem buscado reafirmar seu controle criando um novo sistema no qual cobra dos navios pela passagem pelo estreito, que antes era gratuita. A turbulência obrigou muitas empresas de transporte marítimo a contornar o estreito. A Arábia Saudita, maior produtora de petróleo da região, passou a exportar mais petróleo bruto pelo Mar Vermelho. O ataque de domingo foi o primeiro reconhecido pelo Pentágono contra o Irã desde que o Comando Central atingiu dezenas de alvos dentro do país em 29 de julho, incluindo centros de comando, instalações de mísseis e drones e locais de vigilância costeira. Os bombardeios em larga escala realizados por ambos os países deram lugar a uma pausa nas operações militares, e o governo Trump concentrou-se, em vez disso, numa série de novas sanções econômicas contra o governo de Teerã.