Americanos dizem ter atingido apenas alvos militares e de infraestrutura; iranianos atacaram bases no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Imagem da TV estatal iraniana mostra ponte destruída por ataque dos EUA em Bandar Khamir, perto do estreito de Ormuz — Foto: IRINN/AFP/reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/07/2026 - 09:44 EUA e Irã intensificam confrontos após acordo de paz fracassar Os EUA realizaram sete noites consecutivas de bombardeios no Irã, focando alvos militares e de infraestrutura. Em retaliação, o Irã atacou bases no Bahrein, Kuwait e Jordânia. A escalada de tensão ocorre um mês após um acordo de paz, ameaçando a estabilidade no Oriente Médio. A Guarda Revolucionária iraniana deteve navios no Estreito de Ormuz, enquanto os EUA negam alegações de ataques a petroleiros. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os Estados Unidos bombardearam o Irã pela sétima noite consecutiva, e Teerã reagiu novamente no sábado com ataques contra alvos na Jordânia, no Kuwait e no Bahrein, após ameaçar lançar uma "ofensiva total". Um mês após a assinatura do marco de um acordo entre os dois países em 17 de junho, que deveria abrir caminho para negociações de paz, a escalada de agressões continua em todo o Oriente Médio, com escaramuças diárias e incidentes marítimos. O Comando do Oriente Médio dos EUA (Centcom) afirmou ter atacado "locais de vigilância, infraestrutura logística militar, depósitos subterrâneos de armas e recursos marítimos" no Irã durante a última noite, sem mencionar alvos civis. Autoridades da província de Hormozgan, no sul do Irã, anunciaram que os bombardeios deixaram pelo menos três mortos e oito feridos, além de atingir duas pontes e um túnel, segundo a agência de notícias oficial IRNA. Esses mesmo veículo de comunicação noticiou que Washington atacou as cidades de Ahvaz e Bushehr (sudoeste), Bandar Abbas, a Ilha de Qeshm, Lar, Darab (sul) e Yazd (centro). Em resposta, as forças armadas iranianas informaram ter atacado o campo militar de Al Adiri e a base Ali Al Salem no Kuwait, além da base aérea de Al Azraq na Jordânia e a base aérea de Sheikh Isa no Bahrein. As forças da República Islâmica acusam repetidamente os militares dos EUA de atacarem seu território a partir desses locais. Retaliação — Nossas defesas aéreas interceptaram e abateram 10 mísseis iranianos direcionados ao território do Reino sem causar vítimas ou danos — afirmou uma autoridade do Estado-Maior jordaniano. No Kuwait, o exército relatou ter sofrido "ataques hostis com drones". Além disso, o país anunciou no sábado que uma segunda usina de energia e uma instalação de dessalinização foram atingidas por ataques aéreos iranianos, causando um incêndio e a paralisação de diversas unidades de produção. Sirenes de alerta também soaram no Bahrein, onde sistemas de defesa aérea "interceptaram e destruíram vários ataques ilegais do Irã", informou o Ministério do Interior. O conselheiro militar do Líder Supremo do Irã, Mohsen Rezai, ameaçou na sexta-feira entrar em uma "fase de ofensiva total" se os ataques aéreos dos EUA continuassem por mais de "dois ou três dias". A Guarda Revolucionária do Irã também alertou que as ofensivas "continuarão até que a calma seja restaurada na costa sul e no Estreito de Ormuz", o canal de passagem de navios petroleiros que foi novamente bloqueado pelo Irã. Em retaliação, os Estados Unidos reimplantaram seu bloqueio aos portos iranianos. Navios barrados A Guarda Revolucionária iraniana também anunciou no sábado que quatro navios que tentavam cruzar o estreito sem autorização foram "detidos". Segundo Teerã, dois petroleiros explodiram após atingirem minas. "Nas últimas horas, quatro embarcações infratoras, apoiadas pelas forças armadas terroristas dos EUA, tentaram cruzar o Estreito de Ormuz, e todas as quatro foram interceptadas em uma operação conjunta com mísseis e drones", informou a Guarda Revolucionária, segundo a emissora estatal. "Dois petroleiros, ao tentarem cruzar o campo minado localizado ao sul do Estreito de Ormuz, enganados pelos serviços de inteligência dos EUA, explodiram e pegaram fogo", afirmou a Guarda Revolucionária, segundo a Irna, sem especificar a origem dos navios ou se houve vítimas. Os militares dos EUA, por sua vez, negaram esta última informação. As hostilidades entre os dois lados foram retomadas em 7 de julho, após ataques a navios no Golfo Pérsico atribuídos ao Irã. Os bombardeios realizados desde então são sem precedentes desde o cessar-fogo de abril e prejudicam os esforços diplomáticos para pôr fim à guerra. O conflito, desencadeado em 28 de fevereiro por ataques aéreos israelenses e americanos contra o Irã, causou milhares de mortes, principalmente no Irã e no Líbano, onde Israel e o movimento pró-iraniano Hezbollah estão em guerra. — O Estreito de Ormuz está se tornando uma armadilha para ambos os envolvidos. A lógica da escalada está cada vez mais difícil de entender — disse David Khalfa, especialista em Oriente Médio da Fundação Jean Jaurès. O analista expressou preocupação com "o risco de um confronto regional mais amplo".
EUA realizam sétima noite consecutiva de bombardeios no Irã, que segue retaliando
Americanos dizem ter atingido apenas alvos militares e de infraestrutura; iranianos atacaram bases no Bahrein, no Kuwait e na Jordânia















