0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Trabalhadores em uma fábrica da WEG SA em Jaraguá do Sul — Foto: Maira Erlich/Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/07/2026 - 18:45 Exportadores brasileiros enfrentam pressão com tarifaço dos EUA O novo tarifaço dos EUA pode levar importadores a pressionar exportadores brasileiros a reduzir preços. Virgínia Pillekamp, do BMA Advogados, alerta que exportadores devem rever contratos e estratégias para evitar problemas jurídicos e fiscais. A tarifa, que pode passar de 5% para 30%, pressiona fornecedores a renegociar e absorver parte dos custos, exigindo contratos bem definidos e estratégias adaptáveis para enfrentar o cenário volátil. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Com o novo tarifaço dos Estados Unidos, exportadores brasileiros devem revisar contratos, formação de preços e estratégias tributárias para evitar que a tentativa de compensar o aumento dos custos gere novos problemas jurídicos ou fiscais. A recomendação é de Virgínia Pillekamp, sócia da área Tributária do BMA Advogados. Segundo a especialista, embora a tarifa seja aplicada formalmente aos importadores norte-americanos, o impacto tende a ser compartilhado ao longo da cadeia, com possível pressão sobre fornecedores brasileiros para redução de preços ou absorção de parte do custo. Até porque um produto que atualmente paga 5% de imposto de importação passará a pagar 30%, somando a tarifa regular aos 25% adicionais no imposto de importação dos EUA. - Importadores americanos frequentemente pressionarão exportadores brasileiros a reduzir preços, renegociar contratos ou absorver parte do custo dessas tarifas. Essa reação não pode ser tratada como uma simples redução de margem por parte de exportadores brasileiros, pois pode gerar efeitos tributários, aduaneiros, financeiros e contratuais relevantes. Para atravessar o novo cenário, a recomendação é que as empresas avaliem de forma conjunta. Entre os pontos de atenção estão a formação de preços, a valoração aduaneira, os preços de transferência, a distribuição de riscos nos contratos e uma possível reorganização da cadeia de fornecimento. Do ponto de vista jurídico, um dos pontos centrais é o redesenho dos contratos. Segundo a advogada, é recomendável prever, de forma expressa, como as partes vão tratar aumento ou redução de tarifas, eventual compartilhamento de custos, alteração de preços, reequilíbrio econômico e, especialmente, a destinação de possíveis “refunds”, caso as tarifas venham a ser revistas ou devolvidas no futuro. - Esse cuidado é importante, porque o cenário ainda é – e, pelo visto, continuará sendo - muito volátil, e uma decisão tomada apenas para resolver o problema imediato pode se tornar inadequada se a medida for suspensa, renegociada ou limitada a determinados setores. O objetivo não deve ser apenas reagir à tarifa, mas construir uma estratégia tributária adaptável e preparada para diferentes cenários, que faça sentido mesmo se o cenário regulatório mudar novamente nos próximos meses;.