“A carta descreve um cenário político no Brasil e fala até sobre posição do governo Lula em relação à China, mas não é essa a discussão técnica que está em jogo” no processo da seção 301 dos EUA Para Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil e sócio da BMJ e do escritório Barral Parente Pinheiro, a carta assinada pelo senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e enviada ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) é inócua do ponto de vista comercial do tema. “A carta descreve um cenário político no Brasil e fala até sobre posição do governo Lula em relação à China, mas não é essa a discussão técnica que está em jogo” no processo da seção 301 dos EUA. “O que está em discussão, agora na manifestação e depois na audiência, são questões técnicas e jurídicas sobre o relatório já apresentado no USTR”. Barral acrescenta que as sinalizações dadas ao USTR por Flávio Bolsonaro sobre o Pix e isenção tarifária para o etanol americano, por exemplo, são vagas e dependeria de processos internos dentro do Brasil. “Com relação às propostas que fez sobre impedir que o Pix saia da esfera Ocidental ou zerar as tarifas sobre o etanol americano, isso dependeria de negociações que estão em curso e são complexas. Envolve a cota de açúcar, compromissos estabelecidos na OMC. Não é tão simples assim” observa. Na visão de Barral, as reações no setor privado à carta de Flávio Bolsonaro foram contidas, até o momento, justamente por ela ser vaga e não entrar nos aspectos técnicos que estão em discussão na seção 301. “Além da carta ser vaga demais, não é uma proposta de governo e ainda há uma eleição adiante que ele precisaria ganhar efetivamente para pensar em colocar algo em ação”, conclui Barral. Para Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil, as reações do setor privado à carta de Flávio foram contidas por ela ser vaga e não entrar nos aspectos técnicos que estão em discussão na seção 301 — Foto: Wenderson Araujo/Valor
Carta de Flávio Bolsonaro aos EUA é inócua do ponto de vista comercial, diz Barral
“A carta descreve um cenário político no Brasil e fala até sobre posição do governo Lula em relação à China, mas não é essa a discussão técnica que está em jogo” no processo da seção 301 dos EUA















