Mensagens obtidas pela Polícia Civil de São Paulo a partir da apreensão de celulares mostram o suposto papel do vereador Senival Moura (PT) na distribuição informal de recursos da empresa Transunião, suspeita de operar um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital).
Segundo as investigações, o parlamentar era "o verdadeiro detentor do poder de condução da estrutura paralela de gestão financeira" da concessionária de transporte e funcionava como uma espécie de "instância superior de deliberação acerca da movimentação informal de recursos".
Senival foi preso na manhã desta quinta-feira (25) numa operação conjunta do MP-SP (Ministério Público de São Paulo) e da Polícia Civil.
A defesa dele declarou em nota ter recebido a prisão "com profunda indignação" e disse que a medida causa "enorme surpresa" porque "foi determinada em um momento extremamente sensível, às vésperas do período eleitoral, circunstância que inevitavelmente desperta questionamentos".
Disse também que o vereador "reafirma que confia na Justiça e tem absoluta convicção de que, ao longo da investigação, ficará demonstrada a inexistência de qualquer conduta ilícita de sua parte".












