A Justiça de São Paulo manteve nesta sexta-feira (26), em audiência de custódia, a prisão do vereador Senival Moura (PT).
Ele foi detido na quinta-feira (25) sob a suspeita de integrar um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC (Primeiro Comando da Capital) por meio da concessionária Transunião, que opera dois lotes do transporte público na capital paulista.
O petista, segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, era controlador oculto e "o verdadeiro detentor do poder de condução da estrutura paralela de gestão financeira" da Transunião. Horas depois da prisão, na tarde de quinta, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) decretou intervenção sobre a gestão da empresa.
A defesa do petista declarou na quinta ter recebido a prisão "com profunda indignação" e disse que a medida causa "enorme surpresa" porque "foi determinada em um momento extremamente sensível, às vésperas do período eleitoral, circunstância que inevitavelmente desperta questionamentos".
Disse também que o vereador "reafirma que confia na Justiça e tem absoluta convicção de que, ao longo da investigação, ficará demonstrada a inexistência de qualquer conduta ilícita de sua parte".













