Procedimento instaurado pela Comissão de Ética pode resultar em afastamento cautelar e expulsão do filiado Vereador Senival Moura (PT), preso na Operação Última Parada — Foto: Afonso Braga/Câmara Municipal de São Paulo O Diretório Municipal do PT de São Paulo afirmou hoje que a Comissão de Ética do partido vai analisar a situação do vereador Senival Moura, preso nesta manhã por suspeita de envolvimento com um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A assessoria do vereador ainda não se manifestou. O presidente do diretório, Hélio Rodrigues, afirmou em comunicado que acompanhará as investigações contra Moura. O procedimento instaurado pela Comissão de Ética pode resultar em medidas disciplinares como afastamento cautelar e, no caso mais grave, na expulsão do filiado. "O Diretório Municipal do PT de São Paulo não compactua com qualquer prática ilícita e reafirma que todos os fatos devem ser rigorosamente apurados pelas autoridades competentes, com respeito à lei e às garantias constitucionais", diz Rodrigues em nota. O vereador, atual primeiro secretário da Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Paulo, foi um dos presos durante a Operação Última Parada, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. A suspeita é que o vereador seja o controlador oculto de uma empresa de ônibus, a Transunião, por meio da qual o PCC fazia a lavagem de dinheiro. A concessionária opera linhas de ônibus na capital paulista. No comunicado, o partido diz ter "compromisso intransigente com o combate ao crime organizado" e que apoia ações das autoridades contra as organizações criminosas. A assessoria de Moura foi procurada, mas ainda não se manifestou. A Prefeitura de São Paulo afirmou que ainda aguarda notificação oficial para adotar providências necessárias e que a empresa mantém a prestação de serviços sem prejuízos à população.