O vereador Senival Moura (PT), preso nesta quinta-feira em São Paulo, cumpre seu sexto mandato na Câmara Municipal em meio a denúncias de ligações com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

A Operação Última Parada, realizada pelo Ministério Público e a Polícia Civil, cumpriu três mandados de prisão de ligados à Transunião, que atua no transporte público da capital paulista.

Segundo a investigação, Senival Moura controlava efetivamente a empresa, apesar de não integrar oficialmente a direção.

A Polícia Civil afirma que o petista "instrumentalizou a Transunião para a operacionalização de um sistema financeiro clandestino", voltado ao suporte econômico de indivíduos ligados ao PCC.

A defesa de Senival declarou ter recebido "com profunda indignação" a notícia da prisão do parlamentar e disse que a medida causa "enorme surpresa" porque "foi determinada em um momento extremamente sensível, às vésperas do período eleitoral, circunstância que inevitavelmente desperta questionamentos".