A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo deflagraram, na manhã desta quinta-feira 25, a operação Última Parada, que mira um suposto esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) por meio de uma empresa de ônibus, a TransUnião.

Até o momento, três pessoas foram presas: o vereador da capital Senival Moura, do PT; Jair Ramos de Freitas (“Cachorrão”), apontado como diretor informal da empresa, e Devanil de Souza Nascimento (“Sapo”), motorista e homem de confiança do vereador.

Também são alvo de mandados de prisão Lourival Monário (“Orelha”), atual presidente da empresa, acusado de ser nomeado pelo PCC para garantir o escoamento de recursos ilícitos; e Leonel Moreira Martins (“Cabeça Branca”): supervisor operacional que atuaria, segundo o MP-SP, como o interlocutor direto do PCC dentro da empresa, transmitindo ordens da facção.

O vereador Senival Moura, do PT, durante sessão de CPI na Câmara Municipal de São Paulo. Créditos: Divulgação/Rede Câmara

As investigações tiveram início após o assassinato do tesoureiro da empresa de ônibus, Adauto Soares Jorge, em 2020. Segundo a polícia, o homem teria sido condenado à morte, juntamente com Senival, apontado como o verdadeiro controlador da empresa, por desvios de valores da organização criminosa.