O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (25) que o Copom (Comitê de Política Monetária) pode ter errado ao tentar "explicar demais" o último corte da taxa básica de juros na semana passada, e negou falta de transparência no comunicado sobre a decisão.

Na decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) da semana passada, quando fez um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, para 14,25% ao ano, o BC optou por uma condução mais suave dos juros ao olhar de forma antecipada para o cenário do primeiro trimestre de 2028, o que causou ruídos no mercado financeiro, elevando o dólar.

"A imprensa especializada apontou com razão que o problema foi tentar explicar demais do que falta de transparência", falou o presidente. Segundo ele, incluir o parágrafo que tentou sintetizar a decisão "pode ter sido complexo".

O presidente do BC também afirmou que nenhum Banco Central do mundo tem estabelecido tendências para as futuras decisões relacionadas à taxa básica de juros (guidance). "Em momentos de maior incerteza é normal esse desejo por algum tipo daquilo que a gente chama de guidance, ou seja, por sinalizações do que o Banco Central fará no futuro, que ele possa sinalizar hoje o que ele fará no futuro", falou o presidente.