Não se pode descartar que a decisão tenha sido influenciada, em algum grau, por questões eleitorais — Foto: Jorge William/Agência O Globo Meus textos de 25 de março, 8 de abril e 10 de junho nesta Coluna apontavam que o afrouxamento monetário começou prematuramente. O último sustentou que a resposta apropriada na reunião de 17 de junho do Copom seria manter a taxa Selic em 14,50%, embora o corte fosse mais provável. A estabilidade decorria da disseminação da alta dos preços de combustíveis, fertilizantes, alimentos e serviços, em ambiente de expectativas desancoradas, atividade firme, forte ativismo fiscal, ampliação do crédito subsidiado e crescimento da dívida pública.

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Copom: corte dos juros seria um erro

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