PUBLICIDADE Comunicado após reunião que reduziu taxa Selic para 14,25% foi recebida com ruídos pelo mercado 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Gabriel Galipolo sede do Banco Central, em Brasília — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/06/2026 - 13:56 Presidente do BC atribui ruído do Copom a "excesso de explicação" O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, esclareceu que o "ruído" na comunicação do Copom após a redução da Selic para 14,25% decorreu de um "excesso de explicação" na tentativa de ser transparente. Apesar da inflação estar projetada acima da meta de 3%, o BC prevê convergência no primeiro trimestre de 2028, com a inflação em 3,2%. Galípolo destacou que o próximo Copom, em agosto, ainda não tem diretrizes definidas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que os ruídos gerados pela comunicação do Comitê de Política Monetária (Copom) foram resultado de uma tentativa do BC de ser mais transparente sobre a decisão que adotou sobre a taxa Selic, e não de falta de explicação. O Copom cortou a Selic na semana passada de 14,50% para 14,25%, apesar da projeção de inflação para o horizonte relevante ficar bem acima da meta de 3,0%, em 3,7%. Para explicar tal movimento, o Copom inseriu um trecho no comunicado que foi considerado confuso pelo mercado e que dizia que a inflação convergiria à meta no trimestre seguinte, o que foi lido por analistas como um "alongamento do horizonte relevante" pelo BC. Ou seja, o BC seria mais leniente e deixaria a inflação mais alta por mais tempo, buscando alcançar a meta no trimestre anterior. Tanto Galípolo quanto o diretor de Política Econômica, Paulo Picchetti, negaram isso e disseram que foi uma questão pontual, relacionada ao efeito de choques de oferta sobre os preços. — Eu acho que a imprensa especializada apontou, com razão, que neste caso, o problema tenha sido tentar explicar demais do que falta de transparência. Talvez tentar inserir aquele parágrafo no comunicado talvez tenha sido complexo devido a todas as mensagens que se pretendia carregar com ele. Talvez seja mais pertinente deixar nossos comunicados mais concisos e deixar discussões como essa para a ata — disse Galípolo, em entrevista à imprensa. — Este caso é um caso que fica bem claro que o tema foi de excesso de explicação, não de falta de explicação. O presidente do BC também assumiu a responsabilidade pelo problema. Segundo ele e Picchetti, a questão é que o colegiado tentou resumir uma série de análises que tinham feito em um espaço muito pequeno, dada a natureza do comunicado pós Copom. — Se o parágrafo não conseguiu transmitir aquilo que a gente queria em um espaço conciso, a responsabilidade é absolutamente minha. É disso que se deriva a maior parte das discussões e, vamos dizer assim, das críticas — disse Galípolo. Picchetti explicou que, quando se depararam com a projeção de 3,7% para o final de 2027, entenderam que boa parte estava relacionada aos choques de oferta da guerra e do El Niño, fatores que não demandam necessariamente reação de juros, porque podem se dissipar sozinhos. O Banco Central espera que a inflação fique próxima da meta de 3,0% no primeiro trimestre de 2028 com a saída dos choques de oferta ligados à guerra no Oriente Médio e os efeitos climáticos do El Niño. A projeção divulgada no Relatório de Política Monetária (RPM), publicado nesta quinta-feira, é de 3,2%, bem abaixo da estimativa para o final de 2027, de 3,7%, já conhecida desde o Copom da semana passada. Essa informação é relevante porque, no próximo Copom, em agosto, o BC vai mirar exatamente o primeiro trimestre de 2028 para colocar a inflação na meta. No entanto, o presidente da autoridade monetária, Gabriel Galípolo, disse que o BC não dá nenhuma sinalização sobre o próximo Copom, cuja decisão será tomada apenas no momento da reunião, mas o colegiado avaliou uma série de cenários com pausas e retomadas do processo de corte. — Tem cenário que a gente passou a discutir, inclusive olhando de maneira prospectiva, de pausas e retomadas (do ciclo de corte de juros) — disse Galípolo.
Galípolo diz que problema de comunicação do Copom foi 'excesso de explicação '
Comunicado após reunião que reduziu taxa Selic para 14,25% foi recebida com ruídos pelo mercado










