Filósofo Fernando José de Almeida escreve um ensaio afetivo sobre a relação dele com a filha, que morreu aos 43 anos “Eu luto com o luto. Não é combate ao luto. Mas combate com o luto”, diz Fernando José de Almeida — Foto: Divulgação Aos 81 anos, o filósofo e educador Fernando José de Almeida viu desmoronar, de maneira abrupta, uma constelação de crenças. O que pensava sobre vida, morte e fé ruiu naquele dia 12 de novembro de 2023, quando sua filha Lorena D’Elia de Almeida, documentarista que se dedicava também à psicanálise, foi encontrada morta em sua casa. Tinha apenas 43 anos. Diante do abalo de uma tragédia inenarrável, Almeida, um ex-seminarista e autor de várias obras científicas, atravessou uma dor silenciosa e chegou a um sofrimento simbolizado. O resultado desse percurso é o livro “Elogio à saudade” (Seja Breve), um ensaio afetivo que navega pela vida, apesar da morte.

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