O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou não haver dúvidas de que a a influenciadora Mariana Ferrer, que denunciou ter sido vítima de estupro em 2018, foi humilhada durante a audiência de instrução do caso e que isso interferiu na produção de provas e na sentença do juiz, que devem ser consideradas nulas.
Se a posição de Moraes prevalecer no julgamento do Supremo, a decisão de absolver o empresário André de Camargo Aranha, será invalidada e a Justiça de Santa Catarina deverá realizar um novo julgamento. Até o momento, os ministros Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques acompanharam o relator. Os demais magistrados vão se posicionar após o intervalo.
O plenário analisa se podem ou não ser anuladas as evidências produzidas em processos sobre violência sexual em que a vítima tiver sido constrangida ou desrespeitada. O caso específico é o da influenciadora, mas o julgamento ocorre com repercussão geral —o tribunal definirá uma tese a ser seguida por todas as instâncias.
Na audiência de julgamento, em 2020, a defesa de Aranha tentou descredibilizar Mariana mostrando fotos do período em que ela trabalhou como modelo, sugerindo que as imagens mostravam a jovem em "posições ginecológicas".













