Mariana Ferrer falou publicamente pela primeira vez nesta sexta-feira (3) após a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que anulou, em 18 de junho, a absolvição do empresário acusado de estuprá-la.

Em evento na seccional mineira da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), ela destacou os avanços promovidos pela lei que leva seu nome e ressaltou que "reconhecer os direitos das vítimas jamais significará reduzir as garantias dos acusados".

Ao analisar o caso dela, os ministros apontaram a humilhação a que foi submetida pelo advogado do empresário André de Camargo Aranha.

Relator do caso, o ministro Alexandre de Moraes afirmou na ocasião que Mariana Ferrer recebeu tratamento "cruel e vergonhoso" por parte da defesa do acusado. Os novos representantes de Aranha reafirmaram sua inocência.

O Supremo determinou, assim, que são nulas as provas obtidas em processos por crimes sexuais com desrespeito aos direitos fundamentais da vítima, sua dignidade, honra, intimidade e integridade psicológica. O caso de Ferrer terá novo julgamento em Santa Catarina em data a ser definida.