Copom reduziu taxa para 14,25% nesta quarta-feira, mas deixou próximos passos em aberto 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O ministro da Fazenda, Dario Durigan, e a governadora do DF, Celina Leão, falam após reunião no STF — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 18/06/2026 - 09:13 Ministro da Fazenda defende cortes na Selic apesar de tensões globais O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o Banco Central não deve reagir a "soluços" como a guerra no Oriente Médio e vê espaço para novos cortes na Selic, recentemente reduzida para 14,25%. Embora a inflação seja uma preocupação, ele enfatiza o foco em responsabilidade fiscal, com bloqueios orçamentários, e destaca a importância de o BC ajustar a política monetária a médio e longo prazo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou, em entrevista ao Metrópoles, que o Banco Central não deveria atuar sobre “soluços” como a guerra do Oriente Médio e que vê espaço para novos cortes da taxa Selic. Nesta quarta-feira, o BC reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25%, mas deixou em aberto os próximos passos em meio ao aumento dos riscos para a inflação. Para parte do mercado financeiro, o BC sinaliza que o ciclo de queda está se aproximando do fim, o que pode acontecer, inclusive, na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que acontecerá em agosto. — A política monetária não deveria atuar sobre esse tipo de soluço ou intercorrência de curto prazo, como foi o caso da guerra, porque agora já estamos vendo um arrefecimento, já estamos com o preço do petróleo em um patamar mais baixo. Então o BC, cumprindo com o horizonte que eles estão vendo, eu sigo achando que há espaço para novos cortes. Durigan ponderou que a Selic é uma competência do BC. Segundo o ministro, no que for possível, o governo vai ajudar a política monetária. Ele citou o exemplo recente de bloqueio de R$ 23 bilhões no orçamento deste ano. — Isso sem dúvida nenhuma é uma competência do BC, eu estou aqui simplesmente expondo a posição que eu penso, entendendo que, no curto prazo, no que for possível o governo ajudar, o governo fará, com responsabilidade fiscal, sem alterar as metas, inclusive bloqueando R$ 23 bilhões no orçamento, cortando na própria carne. E o BC fazendo o papel de olhar para o horizonte relevante e ir ajustando a política monetária a médio e longo prazo. O ministro reconheceu que a inflação preocupa, embora o nível esteja controlado, e que não menospreza o sentimento das pessoas de que a comida está cara. Ele disse que o governo faz o seu papel, com medidas pontuais, como a dos combustíveis, mas sem controle de preços. O principal cuidado do governo é com o fiscal, para que sinalize que tem uma trajetória contratada que cumpra o papel de reduzir a inflação.
Ministro da Fazenda diz que BC não deveria atuar sobre ‘soluços’ e vê espaço para novos cortes da Selic
Copom reduziu taxa para 14,25% nesta quarta-feira, mas deixou próximos passos em aberto














