0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O edifício do Banco Central, em Brasília — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 19:32 Copom Reduz Selic para 14,25%, Mas Incerteza Global Freia Novos Cortes O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic de 14,5% para 14,25%, marcando o terceiro corte consecutivo de 0,25 ponto percentual. No entanto, o Banco Central não se comprometeu com novos cortes, destacando a incerteza global devido ao conflito no Oriente Médio. Analistas veem a decisão como uma possível pausa no ciclo de cortes, mas o BC mantém flexibilidade, condicionando futuros ajustes à evolução econômica e inflacionária. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Copom fez o terceiro corte consecutivo de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, reduzindo os juros básicos da economia brasileira de 14,5% para 14,25% ao ano. No comunicado, o Comitê não se comprometeu com novos cortes e evitou dar qualquer sinalização. Reafirmou que a magnitude total do ciclo será definida "à luz de novas informações visando assegurar a convergência da inflação à meta". Os diretores destacaram que o ambiente externo segue incerto em razão dos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. No cenário doméstico, apontaram que os indicadores mostram aceleração da atividade econômica no primeiro trimestre do ano e que o mercado de trabalho continua resiliente. Para Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, a decisão tem viés de encerramento do ciclo, e não de abertura para uma sequência automática de cortes. - O Copom entregou o ajuste que a política monetária ainda contracionista permitia, mas tende a condicionar os próximos passos à evolução dos dados, preservando a opção de pausar o ciclo já na reunião de 5 de agosto. Na avaliação de Raphael Vieira, da Gravus Capital, a principal mensagem da decisão é que o ciclo de cortes permanece aberto, mas com menor previsibilidade e elevada dependência dos indicadores econômicos. - Na nossa avaliação, o BC preservou flexibilidade para novas reduções da Selic, mas sinalizou que o ritmo e a magnitude dos próximos movimentos serão definidos com base na evolução da inflação, das expectativas e da atividade econômica. Carlos Lopes, economista do banco BV, salienta que a próxima decisão está em aberto, mas o BC tem sinalizado, ou parece sinalizar, essa preferência por continuar reduzindo a Selic. - Ele não sinaliza uma pausa mais adiante. Tudo isso, diante de todos esses riscos. E dada essa decisão do Banco Central e essa sinalização futura, nos leva a acreditar que o Banco Central tem uma preferência. Preferência, nesse momento, por continuar no ciclo de corte de juros. A próxima decisão está em aberto, mas ele tem sinalizado, ou nos parece sinalizar, essa preferência por continuar reduzindo a Selic. A questão, salienta, é que daqui até a próxima reunião em agosto, o país deve acumular mais notícias negativas, dados de atividade econômica ainda sinalizando uma atividade aquecida, uma inflação pressionada e um fiscal ainda em expansão. - E tudo isso então deve favorecer uma visão no Banco Central por uma pausa no processo de ajuste. Então hoje a gente tem no cenário uma Selic parando em 14,25% até o final do ano. Mantemos esse cenário, mas reconhecendo uma probabilidade maior de que ele siga cortando, dadas essas sinalizações, mesmo diante desses diversos pontos de piora no balanço de riscos e no cenário.