Expectativa é que BC diminua a taxa básica de 14,50% para 14,25% nesta semana; deterioração do cenário coloca em xeque novas reduções Mesmo com o vaivém da guerra no Oriente Médio e pressões inflacionárias se acumulando no ambiente doméstico, a expectativa do mercado é que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) deve prosseguir com o ciclo de ajustes da Selic e reduzir a taxa básica de 14,50% para 14,25% na quarta-feira (17). No entanto, acredita-se que há um espaço cada vez menor para a continuidade dos cortes. Segundo pesquisa realizada pelo Valor, a mediana das estimativas já aponta uma taxa básica em 14% ao fim do ano. O levantamento consultou 112 instituições financeiras. Destas, 94 esperam que o BC reduza a Selic em 0,25 ponto percentual e 18 projetam que a autoridade monetária mantenha a taxa nos níveis atuais. Os próximos passos da Selic também permanecem incertos, segundo as projeções. Para 33 instituições, não haverá novos cortes de juros após a reunião de junho - são as instituições que veem a Selic em 14,25% ou 14,50% no fim de 2026. Os cenários doméstico e externo apresentaram deterioração. Além dos efeitos da guerra, as medidas do governo para impulsionar a demanda no ano eleitoral e um potencial impacto do El Niño sobre os alimentos são vistos como riscos relevantes. O IPCA de maio revelou um quadro de preços pressionados por conta da alta do petróleo, e a inflação acumulada em 12 meses ultrapassou o teto da meta do BC, de 4,5%. Ainda assim, a maior parte do mercado entende que o Copom deve preservar a flexibilização da Selic, mas condicionando cortes adicionais a uma melhora de cenário. “Ainda espero um corte, mas o nível de confiança não é muito alto. Acho que se o BC cortar mais uma vez, está em linha com o que o mercado está precificando hoje”, diz Alberto Ramos, diretor de pesquisa econômica para América Latina do Goldman Sachs.
Mercado prevê mais um corte da Selic, mas continuidade do ciclo é incerta
Expectativa é que BC diminua a taxa básica de 14,50% para 14,25% nesta semana; deterioração do cenário coloca em xeque novas reduções













