Com a inflação mais pressionada, o Banco Central pode fazer um dos menores ciclos de queda de juros da história. Para esta quarta-feira (17), o mercado financeiro espera um novo corte de 0,25 ponto percentual na Selic, a 14,25% ao ano, mas vê chance de que essa queda seja a última antes de uma pausa no processo de calibração da taxa básica.
A volatilidade provocada pela guerra no Oriente Médio, a piora nas expectativas de inflação e os estímulos fiscais dados pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tornam, na avaliação dos economistas ouvidos pela Folha, o cenário mais desafiador e podem levar o BC a endurecer o tom e aumentar a cautela nas próximas reuniões.
Desde março, quando iniciou a flexibilização dos juros, o Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu a Selic em 0,5 ponto percentual, com dois cortes seguidos de 0,25 ponto percentual. Em perspectiva histórica, outros curtos ciclos de queda ocorreram em 2002 e em 2004.
O acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã para reabrir o estreito de Hormuz ainda é visto com ceticismo por parte dos economistas. Para Ana Madeira, economista-chefe para Brasil do Morgan Stanley, apesar da perspectiva positiva, esse evento aumenta a incerteza e não parece suficiente para sozinho guiar a decisão do Banco Central.












