Uma semana depois de começar a guerra contra o Irã, Donald Trump escreveu que não haveria acordo com o inimigo, apenas "rendição incondicional". O Irã não se rendeu.
O regime obscurantista dos aiatolás está, isso sim, à beira de impor condições aos Estados Unidos —ao menos, termos de negociação no acordo que, segundo se anunciou, será oficializado na sexta-feira (19). O documento deve estender um cessar-fogo por 60 dias e estabelecer as cláusulas da trégua e as diretrizes das tratativas nos próximos dois meses.
A perspectiva de fim do conflito continua incerta, danos econômicos serão por enquanto apenas atenuados e o prestígio político-eleitoral do presidente americano e do seu Partido Republicano fica avariado. O resultado parcial do embate ilustra mais uma vez as dificuldades das chamadas guerras assimétricas.
Não há clareza a respeito dos termos dos entendimentos entre americanos e iranianos, que ainda dão declarações contraditórias a esse respeito.
O estreito de Hormuz seria, em tese, reaberto, dado que o Irã deixaria de ameaçar navios que ali querem transitar; no entanto, a teocracia afirma que ainda teria algum controle de tráfego, talvez cobrando pela passagem.













