No espaço de pouco mais de uma semana, a guerra de Donald Trump no Irã agravou-se de forma dramática, ameaçando escalar novamente a um conflito aberto e destrutivo.
No dia 8 deste mês, o presidente americano teve de dar por encerrado o acordo que havia assinado em 17 de junho com o regime teocrático, que previa trégua de dois meses para a definição de uma paz duradoura.
O arranjo era uma lista de concessões aos iranianos, que ainda assim não acreditaram na palavra de Trump. Em vez de deixar aberto o estreito de Hormuz, como previa a minuta, o Irã trabalhou para reforçar seu controle sobre o tráfego marítimo na região.
Atingiu petroleiros de aliados dos EUA, levando Trump a retomar bombardeios. Ele o fez inicialmente de forma contida, focando alvos militares, mas Teerã passou a atacar instalações americanas no golfo Pérsico.
Como não mirou Israel, parecia estabelecido um padrão de conflito moderado e contínuo. A situação, entretanto, começou a sair de controle.








