A inépcia de Donald Trump na condução de sua guerra contra o Irã ganhou um novo capítulo na semana que passou, quando o presidente americano declarou encerrada a trégua que havia estabelecido com Teerã em 17 de junho.
Depois de enlouquecer os aliados da Otan numa cúpula em que alternou insultos e afagos, o republicano ordenou novos ataques de maior escala contra a teocracia na quarta-feira (8).
O motivo foi o fracasso do memorando de entendimento com o Irã, que, na prática, abria uma avenida para que o adversário se fortalecesse a partir do controle do estreito de Hormuz.
A debacle se concretizou em três ataques iranianos a petroleiros que passavam pela região, canal de escoamento de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo, antes da guerra iniciada por Trump e o israelense Binyamin Netanyahu no fim de fevereiro.
Restou aos EUA voltar à carga, com retaliação do Irã contra alvos americanos no golfo Pérsico. Após uma pausa na sexta (10), o padrão se manteve no fim de semana. O conflito ainda está longe de uma guerra ampla como antes, mas não deixa de indicar algo danoso para Trump.














