Mais cedo, presidente americano já havia afirmado que o acordo provisório para encerrar a guerra com Teerã 'acabou' O presidente Donald Trump discursa na abertura da Grande Feira Estadual Americana, na quarta-feira, 24 de junho de 2026, no National Mall, em Washington — Foto: AP/Jacquelyn Martin O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira que “provavelmente” atacará o Irã novamente na noite de hoje. "Vou lhes dar um pequeno aviso de que vamos atacá-los com força esta noite, mas veremos como tudo vai se desenrolar”, disse Trump a repórteres na cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Ancara, na Turquia, antes de seu encontro com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Em seguida, já ao lado do seu homólogo ucraniano, o presidente dos EUA reiterou que não tem certeza de que o acordo preliminar firmado entre Washington e Teerã no mês passado vai se sustentar. Segundo Trump, as forças americanas destruíram 28 barcos iranianos na noite passada e "provavelmente destruirão mais embarcações esta noite". Ele disse ainda que, se necessário, atacará instalações de eletricidade e água, embora não queira fazê-lo. Trump também ameaçou que os EUA talvez tomem a Ilha Kharg -- principal centro da infraestrutura petrolífera do Irã -- e retomem o bloqueio no estreito contra o país persa. Mais cedo, Trump já havia afirmado que o acordo provisório para encerrar a guerra com o Irã, que previa uma trégua de 60 dias entre as partes e negociações sobre questões mais sensíveis, como o arsenal nuclear iraniano, "acabou". Ambas as declarações foram dadas após Teerã e Washington terem trocado novos ataques desde o fim da noite de ontem. “No que me diz respeito, acabou. Não quero mais negociar com eles”, disse o presidente americano ao ser questionado sobre a nova troca de hostilidades na cúpula da aliança militar. "Eles são escória. São pessoas doentes. São liderados por pessoas doentes", acrescentou Trump. "Negociar com eles é apenas perda de tempo." O mandatário americano ainda voltou a afirmar que o esforço de guerra no Irã conseguiu promover uma mudança de regime, embora o establishment clerical e militar do Irã continue no controle do país. No início da noite de ontem, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) declarou em publicação no X que haviam iniciado uma série de ataques de grande intensidade contra o Irã em resposta a bombardeios da República Islâmica contra navios-tanque no Estreito de Ormuz. Segundo o Centcom, mais de 60 pequenas embarcações utilizadas pela Guarda Revolucionária estavam entre os alvos atingidos. “Os ataques americanos são uma resposta às ofensivas iranianas contra três embarcações comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz. A agressão demonstrada pelo Irã foi injustificada, perigosa e uma clara violação do cessar-fogo”, escreveu o comando na publicação. Antes disso, os Estados Unidos haviam anunciado a revogação uma licença-geral que autorizava a venda de petróleo iraniano. O Departamento do Tesouro informou que permitirá um período de transição até 17 de julho para a conclusão das transações de petróleo iraniano que eram autorizadas pela licença agora revogada. Uma fonte americana, por sua vez, afirmou que os negociadores continuam trabalhando por um acordo definitivo com o Irã. Já nesta quarta-feira, a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês) informou que atingiu instalações militares americanas no Bahrein e no Kuwait e que derrubou um drone americano MQ-9 que tentava interferir na operação. Depois da nova onda de hostilidades, os contratos futuros de petróleo Brent avançaram mais de 5% no início desta quarta-feira, a maior alta diária desde o fim de maio, superando US$ 78 por barril. Mohammad Baqer Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano e considerado o principal negociador do país persa, acusou os EUA de violarem o acordo de cessar-fogo ao comentar sobre os novos ataques americanos. Ele citou, além disso, a retomada das sanções ao petróleo iraniano, violações dos "ajustes" iranianos no Estreito de Ormuz e ataques israelenses contra o Líbano. O atual vice-ministro iraniano das Relações Exteriores, Kazem Gharibabad, também disse em postagem no X que a ação dos Estados Unidos em revogar unilateralmente as sanções à venda de petróleo do Irã "constitui uma violação flagrante do Artigo 10, e as operações militares subsequentes deste país contra o Irã também constituem uma violação grave dos artigos 1 e 2 do Memorando de Entendimento de Islamabad". Ele prosseguiu dizendo que Washington tem violado nas últimas semanas os itens 1 e 2 do documento acordado entre os paises, em razão dos ataques de Israel no sul Líbano, onde o grupo Hezbollah, apoiado por Teerã, atua.
Trump diz que ‘provavelmente’ atacará o Irã novamente na noite de hoje
Mais cedo, presidente americano já havia afirmado que o acordo provisório para encerrar a guerra com Teerã 'acabou'







