Ele afirmou que o pacto deveria garantir que o Irã “jamais terá armas nucleares” e que o Estreito de Ormuz deveria ser totalmente liberado para a navegação imediatamente O presidente Donald Trump participa de uma reunião de gabinete na Casa Branca, em 27 de maio de 2026 — Foto: AP/Jacquelyn Martin O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na manhã desta sexta-feira, por meio de sua plataforma Truth Social, que entraria em uma reunião na Sala de Situação da Casa Branca para decidir sobre um esboço de acordo com o Irã. Ele afirmou que o pacto deveria garantir que o Irã “jamais terá armas nucleares” e que o Estreito de Ormuz deveria ser totalmente liberado para a navegação imediatamente. Disse também que o acordo suspenderia o bloqueio naval das forças americanas no Golfo. Foi o primeiro comentário público de Trump sobre o possível acordo com o Irã, após uma semana que começou com manifestações de otimismo do presidente e reiteradas ameaças de retomar os ataques. Eis a íntegra da mensagem: “O Irã deve concordar que jamais terá uma arma ou bomba nuclear. O Estreito de Ormuz deve ser imediatamente aberto, sem pedágio, para tráfego marítimo irrestrito em ambas as direções. Todas as minas aquáticas (bombas), se houver, serão eliminadas (já removemos, por meio de detonação, inúmeras dessas minas com nossos excelentes navios caça-minas submarinos. O Irã concluirá imediatamente a remoção e/ou detonação de quaisquer minas restantes, que não serão muitas!). Os navios retidos no Estreito devido ao nosso incrível e inédito bloqueio naval, que agora será suspenso, poderão iniciar o processo de retorno para casa! Mandem lembranças às suas esposas, maridos, pais e familiares da minha parte, do seu presidente favorito! O material enriquecido, por vezes referido como ‘poeira nuclear’, que se encontra enterrado profundamente no subsolo, sob montanhas praticamente colapsadas devido ao nosso poderoso ataque com bombardeiros B-2 há 11 meses, será desenterrado pelos Estados Unidos (que, concorda-se, é o único país, juntamente com a China, com capacidade mecânica para fazê-lo!), em estreita coordenação com a República Islâmica do Irã e a Agência Internacional de Energia Atômica, e será DESTRUÍDO. Não haverá troca de dinheiro até segunda ordem. Outros itens, de importância muito menor, já foram acordados. Vou me reunir agora na Sala de Situação para tomar uma decisão final.”