Presidente dos EUA também defendeu sua condução do conflito contra a República Islâmica, embora tenha dito não acreditar a guerra recomeçará O presidente dos EUA, Donald Trump, deixa o local após uma coletiva de imprensa ao final de sua participação na cúpula de líderes da OTAN em Ancara, Turquia, em 8 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Yves Herman O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira não ter certeza se quer fazer um acordo com o Irã e afirmou ser o alvo “número um” para ser morto pelo país persa, com quem entrou em guerra junto com Israel em 28 de fevereiro. "Eles [Irã] tinham líderes que se foram [após os ataques americanos]... Agora há outro grupo de líderes. Eles também podem desaparecer", disse Trump a jornalistas em Ancara, durante uma coletiva de imprensa no encerramento da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). "E sabem de uma coisa? Eu também posso desaparecer, porque sou o alvo número um deles”, acrescentou. Trump também defendeu sua condução do conflito contra a República Islâmica, embora pesquisas de opinião tenham apontado nos últimos meses crescente insatisfação dos americanos com a guerra, em meio à alta dos preços dos combustíveis nos Estados Unidos provocada pelo fechamento do Estreito de Ormuz. A baixa aprovação do conflito, inclusive, preocupou políticos do partido republicano que temem sofrer retaliação dos eleitores nas eleições de meio de mandato, que podem retirar a sigla de Trump do controle do Congresso. O presidente americano disse ainda ter mudado de opinião sobre os líderes iranianos serem razoáveis depois que passou a “conhecê-los melhor”, mas ponderou que não acha que a guerra no Oriente Médio irá recomeçar. "Não acho que vá começar de novo. Acho que vai passar muito rápido. Eles atingiram alguns navios, então nós os atingimos com muito mais força", afirmou. Mais cedo, Trump declarou em Ancara que ordenaria novos ataques contra o Irã na noite desta quarta-feira e que o acordo firmado entre Washington e Teerã no mês passado, que previa uma trégua de 60 dias entre as partes e negociações sobre questões mais sensíveis, como o destino do urânio enriquecido pelo Irã, havia “acabado”. Uma nova troca de hostilidades entre os países teve início após a República Islâmica ter bombardeado navios-tanque no Estreito de Ormuz. Em resposta, os Estados Unidos revogaram uma licença-geral que autorizava a venda de petróleo iraniano e atacaram embarcações utilizadas pela Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês). Segundo o Comando Central americano (Centcom), mais de 60 pequenos barcos foram atingidos. A mídia estatal iraniana informou nesta quarta-feira que oito integrantes das Forças Armadas do Irã morreram nos ataques americanos contra regiões do sul do país na madrugada desta quarta-feira. As vítimas pertenciam à Força Aérea e à Marinha e morreram em decorrência de ataques nas cidades de Bandar Abbas e Bushehr, de acordo com a imprensa. A Guarda Revolucionária, por sua vez, lançou ataques também nesta quarta-feira contra instalações militares americanas no Bahrein e no Kuwait, além de ter derrubado um drone americano MQ-9 que tentava interferir na operação.