Testemunhas relataram que os responsáveis pela atividade teriam se esquecido de conectar a corda de segurança antes do salto, circunstância que está sendo investigada pelas autoridades competentes. Erika Hilton afirma que a repercussão do caso levou à publicação, no X, de comentários que, segundo ela, "não apenas ultrajam a memória da vítima, mas que expressamente incentivam, celebram ou tratam com humor e aprovação a prática de violência sexual contra seu cadáver, mediante referências à necrofilia e ao estupro da vítima falecida". O documento apresenta uma lista de perfis e publicações que, segundo a deputada, devem ser alvo de apuração. Ela sustenta que as condutas podem se enquadrar no crime previsto no artigo 287 do Código Penal, por supostamente incentivarem, exaltarem, naturalizarem e difundirem a violência sexual. A parlamentar também pede a apuração do crime previsto no artigo 212 do Código Penal, referente ao vilipêndio a cadáver. Segundo o documento, as manifestações continham referências explícitas à prática de atos sexuais violentos contra o corpo da vítima e representariam ultraje à memória e à dignidade da jovem. Entre as frases postadas estão: "festa no IML" , "Vou fazer concurso para o IML" , e a "terra vai comer antes que muita gente". Maria Eduarda Rodrigues de Freitas — Foto: Reprodução No ofício, Erika Hilton afirma ainda que as publicações contribuem para a banalização da violência sexual e para a disseminação de discursos misóginos nas redes sociais. Ao final, a deputada solicita a instauração de procedimento investigatório para apurar eventual prática dos crimes previstos nos artigos 212 e 287 do Código Penal, além da realização de diligências para identificar os responsáveis pelos perfis citados, incluindo a requisição de dados cadastrais e registros de conexão eventualmente mantidos pela plataforma X ou por terceiros. A parlamentar também pede que, caso sejam constatadas a materialidade e indícios suficientes de autoria, sejam adotadas as providências cabíveis para responsabilização criminal dos envolvidos. A PF ainda não confirma o recebimento, no entanto o entendimento é de que seja, provavelmente, de competência estadual Polícia investiga morte de mulher durante salto na Ponte do Esqueleto, em Limeira, SP Investigação Três pessoas de 42, 32 e 27 anos serão investigadas por homicídio com dolo eventual após a morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas. As identidades dos suspeitos não foram divulgadas, mas a polícia informou que eles atuavam na atividade. Um era bombeiro civil e os outros ajudavam nos preparativos para os saltos. Inicialmente, seis haviam sido detidos, mas três foram liberados. Rope jump: saltos anteriores de onde jovem morreu viralizam nas redes O advogado Rafael Gomes dos Santos, que representa os três presos, afirmou que o rope jumping não é regulamentado, mas também não é proibido. Segundo ele, eventos semelhantes já foram realizados na Ponte do Esqueleto sem intervenção do poder público. O defensor informou ainda que a atividade deste sábado reunia cerca de 100 participantes e classificou o caso como uma "triste fatalidade", destacando que os envolvidos praticam o esporte há anos sem histórico de acidentes. Homicídio com dolo eventual é quando a pessoa não quer diretamente matar alguém, mas assume o risco de que a morte possa acontecer ao praticar determinada conduta. No Direito Penal, existe diferença entre: dolo direto: quando há intenção clara de matar;dolo eventual: quando a pessoa prevê que sua atitude pode causar a morte, mas mesmo assim decide agir;culpa: quando não há intenção nem aceitação do risco, mas ocorre negligência, imprudência ou imperícia. Vídeo registrou salto e desespero Mulher morre após ser jogada de rope jump sem corda no interior de SP Uma testemunha disse à PM que os funcionários da empresa responsável esqueceram de colocar o equipamento antes do salto. Em um vídeo divulgado nas redes sociais é possível ver o momento em funcionários carregam a vítima até a plataforma. Eles a jogam e, instantes depois, é possível ouvir vozes exclamando: "a corda", "gente, a corda". Assista acima – as imagens são fortes. Os homens das imagens aparecem usando camisetas das empresas Entre Cordas e Ih Voei. Até a última atualização desta reportagem, o g1 não havia conseguido contato com representantes de nenhuma das duas. A Prefeitura de Limeira informou que vai processar o Governo Federal por omissão na Ponte do Esqueleto, de onde a jovem saltou. Segundo a administração municipal, a esfera seria responsável por pela fiscalização, manutenção e controle de acesso do local.