O MP-SP (Ministério Público de São Paulo) determinou que a Polícia Civil investigue os ataques misóginos feitos no X contra Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, jovem que morreu ao ser arremessada de uma ponte durante um salto de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo. O despacho foi encaminhado ao Decap (Departamento de Polícia Judiciária da Capital) após uma notícia-crime apresentada pela Bancada Feminista do PSOL.
Segundo a representação, a rede social foi tomada por publicações ofensivas após a morte da jovem, com conteúdo misógino e ataques à honra da vítima. Reportagem da Folha identificou comentários como "Se juntar direitinho peças dá para se divertir ainda" e "Vou fazer concurso para o IML".
As parlamentares pediram que o Ministério Público requisite ao X os dados cadastrais dos perfis responsáveis pelas publicações, além da identificação de todos os usuários que republicaram as postagens originais.
O despacho foi assinado na segunda (23) pela promotora de Justiça Ana Maria Aiello Demadis.
"Mesmo após sua morte, Maria Eduarda foi alvo de uma campanha de humilhação pública marcada pelo ódio às mulheres. É fundamental que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados para que as redes sociais deixem de ser espaços de impunidade para esse tipo de crime", afirmou Paula Nunes, codeputada da Bancada Feminista do PSOL, em nota à coluna.








