As deputadas federais Erika Hilton (PSOL-SP) e Tabata Amaral (PSB-SP) acionaram a Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) pedindo investigações sobre crimes virtuais no contexto da morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que se acidentou em uma prática de rope jump, em Limeira, no interior de São Paulo, após ser lançada sem cordas e despencar de cerca de 40 metros.
Erika Hilton acionou a PF e pediu apuração sobre comentários publicados nas redes sociais e que sugeriam a prática de violência sexual contra o corpo da vítima, com insinuações de necrofilia e estupro contra a jovem morta.
“Se juntar direitinho as peças dá pra se divertir ainda”, dizia um comentário publicado no X, o antigo Twitter. “Vou fazer concurso para o IML”, ironizava outro.
Em peça encaminhada à Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, a deputada sustenta que as práticas incorrem no crime de apologia de fato criminoso, conforme previsto no artigo 287 do Código Penal.
“Tais publicações transcendem o mero comentário ofensivo para assumir caráter de incentivo, exaltação, naturalização e difusão de violência sexual, apresentando o estupro e a necrofilia como objeto de humor, aprovação ou desejo socialmente aceitável”, justificou.










