Ao menos três parlamentares apontaram misoginia e crimes de ódio em publicações nas redes, e cobraram ações das redes sociais para coibir os agressores por incitação a estupro e necrofilia 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Prints após morte de Maria Eduarda por corda esquecida de rope jump nas redes sociais — Foto: Reprodução/Marina Helou RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/06/2026 - 09:36 Parlamentares denunciam ataques misóginos após morte em rope jump Após a morte trágica de Maria Eduarda Rodrigues em um acidente de rope jump, perfis nas redes sociais publicaram comentários misóginos e de incitação a crimes de ódio, como necrofilia. Parlamentares como Érika Hilton, Tábata Amaral e Talíria Petrone denunciaram os ataques e cobraram ação das redes sociais e da Polícia Federal. As publicações saíram do ar após repercussão e pedidos de investigação. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um dia após a repercussão de publicações nas redes sociais relacionando a jovem Maria Eduarda Rodrigues à incitação de prática de necrofilia e estupro, perfis com o crime saíram do ar. A jovem de 21 anos morreu no último sábado após ser lançada sem as cordas em um salto de rope jump, em uma ponte abandonada na zona rural de Limeira, no interior de São Paulo. As postagens geraram uma onde de revolta nas redes, e chegaram a parlamentares, que pediram investigações após os posts viralizarem. As parlamentares Érika Hilton (PSOL-SP), Tábata Amaral (PSB-SP) e Talíria Petrone (PSOL-RJ) divulgaram perfis que publicaram fotos da vítima e sugeriram haver "uma festa" no Instituto Médico Legal (IML) a partir do vilipêndio do cadáver. As publicações saíram do ar. Erika informou ter acionado a Polícia Federal (PF) após definir como "tenebrosa" a possibilidade de tecer tais comentários nas redes sem que as plataformas digitais atuem para coibir os agressores. "Isso é misoginia, isso é incitação e isso é crime. Um crime cometido pela internet e cuja responsabilidade de investigação recai sobre a PF. Não podemos permitir que a falta de moderação e de responsabilidade das big techs, que lucram bilhões de dólares, continue a normalizar tantos horrores", escreveu a parlamentar. As publicações repercutidas pela deputada mostram perfis que fizeram publicações como "se juntar direitinho as peças dá para se divertir" e "vou fazer concurso para o IML". Na mesma linha, Tabata entrou com uma ação no Ministério Público Federal (MPF) voltada para apuração de crimes de ódio cibernéticos. Ela lamentou que Maria Eduarda tem sido vítima de comentários misóginos e afirmou que "nem mesmo no leito de morte, nós, mulheres, temos paz". A deputada definiu os autores das agressões como "criminosos que reduziram a imagem de Maria Eduarda a um objeto de deboche e crueldade". Segundo a parlamentar, há anuência das redes sociais na proliferação de discursos de violência contra mulheres. Além de comentários como "IML em festa", outros perfis também ironizaram o fato "de mulheres que se acham deusas" não merecerem "pena" por uma morte trágica. Outra parlamentar que se manifestou foi a deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ). A parlamentar também argumentou ser preciso criminalizar a misoginia "com urgência", além de frisar que o conteúdo publicado nas redes foi coletado e denunciado à PF "para que as medidas necessárias sejam aplicadas". "Nem mesmo após a morte as mulheres são respeitadas. Não bastasse a dor da perda, perfis no Twitter agora fazem comentários nojentos sobre abuso sexual de seu cadáver", publicou a deputada.