PUBLICIDADE Polícia concluiu segundo inquérito do acidente em que Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após ser arremessada sem cordas da Ponte do Esqueleto (SP) 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mulher é lançada em rope jump, mas sem cordas, no interior de SP — Foto: Redes Sociais RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/07/2026 - 16:29 Organizadora de Rope Jump Indiciada por Homicídio em Limeira, SP A Polícia Civil indiciou Evelyne dos Santos Gonçalves por homicídio qualificado e fraude processual após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21, em um salto de rope jump em Limeira, SP. Evelyne, organizadora do evento, foi acusada de negligência. O acidente ocorreu sem que a vítima estivesse presa à corda de segurança. Investigações continuam para esclarecer detalhes, incluindo o desaparecimento de uma câmera. Outros envolvidos tiveram prisões reavaliadas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Polícia Civil concluiu, nesta quarta-feira (1), o segundo inquérito que foi instaurado para apurar a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump. A jovem foi lançada sem estar presa a cordas da Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), em 13 de junho. Apontada como a principal responsável pelo evento, Evelyne dos Santos Gonçalves, de 43 anos, foi formalmente indiciada pelos crimes de homicídio qualificado (homicídio agravado por motivo torpe ou meio cruel) e fraude processual. A polícia pediu a conversão da prisão temporária, ocorrida em 20 de junho, em prisão preventiva, segundo informações divulgadas pelo g1. "Os elementos colhidos demonstram que Evelyne integrava o núcleo organizacional responsável pela realização da atividade, participando da definição de aspectos logísticos do evento, administração dos participantes, divulgação da atividade e manutenção da estrutura operacional necessária para sua execução", indicou a polícia. A defesa de Evelyne disse que ela tem colaborado, desde o início, com as investigações e que os fatos estão sendo apurados. No relatório do inquérito, a polícia aponta que Evelyne, como organizadora e administradora do evento, tinha o dever jurídico de evitar o resultado, assumindo o risco ao manter a atividade em condições precárias. Evelyne afirmou que saltava havia um ano e meio, mas que, nos eventos de rope jump, atuava na recepção, no cadastro e na organização da fila de clientes, além de gerenciar as redes sociais do "Entre Cordas", grupo informal de praticantes que passou a oferecer a experiência para o público. A investigação prossegue quanto à apuração do paradeiro da câmera utilizada pela vítima. A polícia também pediu a revogação do pedido de prisão de João Antonio Pivetta Ribeiro da Silva e Gabriel Barros Martins, e aguarda decisão. Eles foram presos em 20 de junho, juntamente com Evelyne. A defesa de João Antônio afirmou que a polícia não o indiciou por falta de provas da autoria e materialidade de crime. "O João não teve qualquer envolvimento com o desaparecimento da câmera, o que foi confirmado pelo relatório da polícia. A defesa lamenta o julgamento antecipado que o João sofreu e o tempo que permaneceu em cárcere de forma ilegal, especialmente porque nunca houve qualquer indício de que ele teria desaparecido com a câmera", diz a defesa. "Desde o início a prisão dele se mostrou ilegal e desnecessária. Apesar das graves e irreparáveis consequências pessoais que isso gerou na sua vida pessoal, restou comprovado que ele não praticou qualquer crime", afirmou em nota enviada à EPTV. A defesa de Gabriel Barros Martins afirmou, segundo o g1, que o inquérito policial é instrumento democrático: "Não se trata apenas de investigar para incriminar, mas também para inocentar. Não é contra o cidadão, é para o cidadão. Agradecemos a Dra. Andrea (delegada) pela agilidade nas apurações e pela disponibilidade quanto à cooperação aos necessários esclarecimentos dos fatos", concluiu. No primeiro inquérito, concluído em 22 de junho de 2026, o caso era investigado como homicídio com dolo eventual. O inquérito se refere à prisão em flagrante dos três instrutores que aparecem no vídeo lançando Maria Eduarda, logo após a morte da jovem, no dia da tragédia: Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos; Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos. Eles tiveram a prisão convertida em preventiva e foram transferidos do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Piracicaba (SP) para o CDP II de Guarulhos (SP). Na semana passada, a Justiça negou pedido de habeas corpus, e cerca de 21 pessoas foram ouvidas no inquérito. A tragédia Os indiciados no primeiro e no segundo inquérito integram um grupo que oferecia saltos de 40 metros de altura na Ponte do Esqueleto, em Limeira, a valores de até R$ 180. As imagens do acidente mostram Maria Eduarda sendo carregada pelos instrutores até a extremidade da plataforma e lançada para frente. De acordo com a polícia, a atividade era promovida por grupos informais e não havia uma empresa formalmente constituída responsável pela operação. Após a repercussão do caso, os perfis vinculados aos organizadores foram retirados das redes sociais. Segundo a delegada responsável pelo caso, os investigados afirmaram não se recordar de quem era a responsabilidade de conectar a corda de segurança nem por que a checagem final deixou de ser feita antes do salto. Maria Eduarda morreu após cair de uma altura de cerca de 40 metros durante a atividade. Segundo a Polícia Civil, a corda que deveria estar conectada ao equipamento de segurança da jovem não foi presa e permaneceu enrolada na estrutura utilizada para o salto.
Rope jump: polícia indicia organizadora de evento por homicídio qualificado
Polícia concluiu segundo inquérito do acidente em que Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após ser arremessada sem cordas da Ponte do Esqueleto (SP)






