Investigação aponta que responsáveis atuavam por meio de marcas informais nas redes sociais; três instrutores seguem presos após lançarem Maria Eduarda Rodrigues 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mulher é lançada em rope jump, mas sem cordas, no interior de SP — Foto: Redes Sociais RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/06/2026 - 07:54 Morte de Jovem em Salto de "Rope Jump" Leva à Prisão de Instrutores em Limeira (SP) Após a trágica morte de Maria Eduarda Rodrigues, 21, em um salto de "rope jump" em Limeira (SP), perfis dos organizadores foram deletados. A jovem caiu de 40 metros ao não estar presa às cordas de segurança. Três instrutores foram presos por homicídio com dolo eventual, alegando "apagão" no momento do salto. A atividade era promovida informalmente nas redes. A ponte onde o acidente ocorreu tem histórico de incidentes. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os perfis nas redes sociais ligados aos organizadores do salto de “rope jump” que terminou com a morte de Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, em Limeira (SP), neste fim de semana, foram retirados do ar após o acidente. Segundo a delegada Andréa Dantas Levy, os responsáveis atuavam por meio de marcas informais, como “Ih voei” e “Entre cordas”, utilizadas para divulgar a atividade. Formada em Educação Física, Maria Eduarda morreu ao cair de uma altura de cerca de 40 metros na chamada Ponte do Esqueleto, na zona rural do município. Imagens gravadas por participantes mostram o momento em que ela é carregada por três instrutores até a plataforma e lançada na modalidade conhecida como “aviãozinho”. No entanto, a jovem não estava conectada às cordas de segurança. Logo após o salto, testemunhas aparecem em desespero ao perceberem a falha. Os responsáveis pelo lançamento — Luis Felipe Feliciano Egoroff, Vitor de Freitas Gonçalves e Maicon Fernandes Cintra — foram presos em flagrante por homicídio com dolo eventual, acusação mantida após a conversão da prisão em preventiva. Em depoimento à polícia, dois deles afirmaram ter sofrido um “apagão” durante os procedimentos de preparação e não souberam explicar em que momento deixaram de prender as cordas. — Dois deles disseram que ficam responsáveis por amarrar as cordas, só que na hora tiveram um apagão. Eles disseram que não conseguem se recordar onde e quando ocorreu a falha. Em um esporte de risco desse, era para terem checado três vezes — afirmou a delegada ao GLOBO. Atuação sem empresa formal De acordo com a investigação, não havia uma empresa formalmente constituída e regulamentada por trás da atividade. Para a delegada, os organizadores operavam de forma autônoma e utilizavam as marcas divulgadas nas redes para promover os saltos. Após a repercussão da tragédia, os perfis associados ao grupo deixaram de estar disponíveis na internet. A defesa dos três investigados sustenta que eles possuem ampla experiência na realização de atividades de aventura e argumenta que esta teria sido a primeira morte registrada em sua trajetória profissional. A apuração também indica que Maria Eduarda pagou R$ 180 pela experiência e desembolsou outros R$ 150 para que o salto fosse filmado com uma câmera 360 graus. O equipamento, que aparecia nas mãos da jovem momentos antes da queda, ainda não foi localizado pelos investigadores. Moradora de Jandira, na Grande São Paulo, Maria Eduarda trabalhava em uma academia e costumava compartilhar nas redes sociais registros ligados a esportes, natureza e bem-estar. Horas antes do acidente, publicou uma foto em frente a placas que alertavam para o risco de morte no local. Em uma postagem feita pouco antes do salto, escreveu em tom de brincadeira: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte?”. Após sua morte, o perfil da jovem também foi retirado do ar. A Ponte do Esqueleto, estrutura ferroviária inacabada que hoje pertence à União, acumula histórico recente de acidentes. Em 2024, uma ciclista morreu após cair do viaduto, enquanto outras duas mulheres ficaram gravemente feridas em ocorrências registradas nos meses anteriores. A prefeitura de Limeira e a Secretaria de Patrimônio da União divergem sobre a responsabilidade pela fiscalização e pelo controle de acesso ao local.
Após morte de jovem lançada sem cordas, perfis de organizadores de salto em SP são deletados nas redes sociais
Investigação aponta que responsáveis atuavam por meio de marcas informais nas redes sociais; três instrutores seguem presos após lançarem Maria Eduarda Rodrigues
Maria Eduarda Rodrigues, 21, morta em rope jump de 40m sem cordas; três instrutores presos por homicídio com dolo eventual. Operação informal via social sem regulação evidencia gap de compliance em atividades de alto risco não supervisionadas.
















