Depois de um vídeo viral reacender o debate sobre o comportamento da geração Z em entrevistas de emprego, especialistas em recursos humanos ouvidos pela Folha afirmam que a principal barreira para jovens pode estar na falta de habilidades comportamentais de alguns candidatos, o que pode atingir profissionais de qualquer geração.
Para Jacqueline Resch, sócia-diretora da consultoria Resch RH, empresas valorizam cada vez mais técnicas de comunicação, adaptabilidade, colaboração e capacidade de aprendizado. "O mercado não está necessariamente mais exigente, mas as exigências mudaram", afirma.
A avaliação é semelhante à de Andre Purri, CEO da plataforma de benefícios Alymente. Segundo ele, muitas companhias hoje buscam profissionais capazes de aprender rapidamente, lidar com mudanças e trabalhar em ambientes cada vez mais dinâmicos.
Entidades internacionais, como a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), também consideram importante esse aprendizado. O relatório "Future of Education and Skills 2030" (O Futuro da Educação e Habilidades 2030) destaca as competências de responsabilidade, criatividade e empatia como bons exemplos.
Ainda assim, a principal queixa de muitos candidatos em busca da primeira oportunidade é não conseguir avançar para a etapa de entrevista.








