Executivas do setor de 'live commerce' defendem estratégia 'omnichannel' no Web Summit Rio e afirmam que futuro do varejo passa pela integração entre conteúdo, entretenimento e vendas A influenciadora, atriz e empresária Jade Picon, no Web Summit Rio — Foto: Lucas Tavares/Especial para O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/06/2026 - 18:22 Executivas no Web Summit Rio 2026 destacam força do live commerce no Brasil No Web Summit Rio 2026, executivas do setor de live commerce defenderam a importância de uma estratégia omnichannel, integrando conteúdo, entretenimento e vendas. Jade Picon destacou que marcas precisam formar comunidades para se sustentarem. O live commerce, que pode atingir US$ 31 bilhões no Brasil até 2033, se consolida como um canal de vendas essencial, aproximando consumidores de experiências de compra mais interativas e personalizadas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O futuro do varejo passa pela capacidade das marcas de vender onde o consumidor está, e não apenas nos canais tradicionais de comércio eletrônico. Em meio à expansão do mercado de live commerce, as vendas em transmissões ao vivo nas redes, que pode saltar de US$ 2,3 bilhões em 2024 para US$ 31 bilhões em 2033 no Brasil, executivas do setor defenderam hoje, no Web Summit Rio 2026, uma estratégia baseada na integração entre conteúdo, entretenimento e vendas. A construção de comunidades em torno das marcas tornou-se um diferencial cada vez mais importante em um ambiente no qual consumidores transitam entre diferentes plataformas antes de concluir uma compra, pontuaram as participantes. O segundo dia do Web Summit Rio — Nada adianta você ter uma grande audiência se você não tem um bom produto. Não adianta você ter um bom produto se você não tem uma boa distribuição. Hoje, uma marca não se sustenta sem ter uma comunidade. Você pode ter um negócio de sucesso, mas qual é a durabilidade disso? Eu uso as lives como uma estratégia de criação de valor para a marca em si — disse Jade Picon, fundadora da marca de cosméticos Aura Beauty. Ela foi uma das participantes do painel "Lights, Camera, Checkout", mediado por Fernanda Almeida, editora de Mulher e Carreira da Forbes Brasil. Também participaram Gabriella Comazzetto, fundadora e CEO da Play2Shop, e Monique Lima, cofundadora e CEO da Mimo Live Sales. Jade Picon fala no Web Summit 2026 — Foto: Lucas Tavares/Especial para O Globo Loja virtual Jade já era uma grande influenciadora digital antes de migrar para a TV no Big Brother Brasil e nas novelas. A visibilidade é parte do negócio de sua marca. Ela afirmou no painel de hoje que vê o live commerce como uma ferramenta que ajuda a reproduzir no ambiente digital elementos da experiência de compra presencial. — Eu acredito muito que, quanto mais pontos de contato você pode ter com o cliente, você deve estar lá. A live é um desses casos para nós. Para mim, a live é o que vai mais aproximar o cliente de uma experiência mesmo. Não é só uma venda, não é só um conteúdo, é como se fosse uma experiência praticamente numa loja física — afirmou. Robô dançarino é destaque no Web Summit de Lisboa A criadora de conteúdo destacou ainda que as transmissões ao vivo funcionam como um espaço de interação direta com consumidores. — Para você ter uma boa live, você precisa gerar essa conexão e ter uma boa troca, porque não tem o nome live à toa. Tem alguém te assistindo. Não é um conteúdo que você vai deixar preparado e depois ver a interação. Tem pessoas ali com quem você pode ter essa troca — disse. 'Live' não pode ser pontual Para Gabriella Comazzetto, o live commerce não deve ser encarado como uma ação extraordinária de marketing, mas como um novo canal permanente de negócios. Gabriela Comazzetto (CEO Play2Shop), Monique Lima (CEO Mimo Live Sales) e Jade Picon falam no Rio Web Summit — Foto: Lucas Tavares/Especial para O Globo — Ainda tem muita marca usando live como uma ação pontual — afirmou. — Mas live commerce é mais um canal de negócio para a sua marca. Você não abre uma loja no shopping na segunda-feira, fecha na terça, na quarta e na quinta e abre de novo no sábado. Você abre a loja e ela está aberta todos os dias para o consumidor. Compra em dois cliques Segundo ela, o formato ganha espaço por simplificar a jornada de compra. — O live commerce é muito similar a uma experiência de você ir numa loja física, onde você tem um vendedor guiando a sua jornada. Numa live, você tem um criador ou influenciador guiando. Em dois cliques, você consegue comprar um produto — disse. Jade Picon, Gabriela Comazzetto (CEO Play2Shop) e Monique Lima (CEO Mimo Live Sales) participam do Rio Web Summit — Foto: Lucas Tavares/Especial para O Globo Monique Lima acredita que o setor caminha para um modelo de "commerce everywhere" ("comércio em qualquer lugar"). A compra pode acontecer em qualquer ambiente digital frequentado pelo consumidor. — Como o comportamento hoje é uma descoberta, o commerce everywhere é basicamente conseguir trazer a experiência que imprime o que é a nossa marca. Eu não preciso fazer aquela coisa de compra, compra, compra. A melhor live é a live da experiência, onde eu passo o storytelling que a minha marca já tem. Ao discutir as perspectivas para os próximos anos, as participantes disseram que o avanço da inteligência artificial, das plataformas de vídeo e das redes de afiliados deve acelerar a digitalização do varejo. Mas a lógica, segundo elas, continuará a mesma. — Não é onde você quer vender. É onde o consumidor quer comprar. Você tem que estar presente onde o seu consumidor está — resumiu Gabriella. A cobertura do Web Summit Rio 2026 na Editora Globo é apresentada pelo Itaú. (*Cristina Massari, especial para o Globo)
'Hoje, nenhuma marca se sustenta sem formar uma comunidade', afirma Jade Picon em sua versão empresária
Executivas do setor de 'live commerce' defendem estratégia 'omnichannel' no Web Summit Rio e afirmam que futuro do varejo passa pela integração entre conteúdo, entretenimento e vendas











