Com faturamento milionário e operações que vão além das redes sociais, personalidades digitais passam a olhar com mais atenção para temas antes restritos ao universo corporativo, diz Lucas Congo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Bianca Andrade, Mari Maria e Virgínia Fonseca — Foto: Reprodução Instagram RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 23/06/2026 - 16:46 Influenciadores brasileiros se destacam como empresários de sucesso em meio à reforma tributária O mercado de influência no Brasil está se transformando com influenciadores como Virgínia Fonseca, Bianca Andrade e Mari Maria se tornando empresários de sucesso. Além das redes sociais, eles agora gerenciam marcas próprias e contratos de licenciamento. A Reforma Tributária é um tema crescente nesse setor, afetando a estrutura financeira e tributária das empresas, especialmente as do Simples Nacional. O split payment também é um ponto de atenção, trazendo desafios e novas dinâmicas para a gestão financeira. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Virgínia Fonseca, Bianca Andrade e Mari Maria têm algo em comum além dos milhões de seguidores nas redes sociais. Nos últimos anos, as três transformaram a influência digital em negócios de grande porte, ajudando a consolidar um movimento cada vez mais comum no Brasil: o de criadores de conteúdo que também atuam como empresários. À frente de marcas próprias, plataformas digitais, contratos de licenciamento e outras frentes de negócio, influenciadores passaram a ocupar um espaço que vai muito além da produção de conteúdo. É justamente esse mercado, conhecido como creator economy, que passou a voltar os olhos para um tema pouco frequente nas redes sociais: a Reforma Tributária. Aprovada com a proposta de simplificar o sistema de cobrança de impostos no país, a reforma terá implementação gradual ao longo dos próximos anos e deve provocar mudanças em empresas de diferentes setores. No universo dos influenciadores, a expectativa é de que os efeitos sejam sentidos principalmente por negócios que ganharam estrutura mais robusta e hoje operam com equipes, fornecedores e diferentes fontes de receita. "O impacto varia de acordo com o modelo de cada empresa, mas é importante que os empresários entendam desde cedo como as mudanças podem afetar seus negócios", afirma o tributarista Lucas Congo. Mudanças exigem atenção Entre os pontos observados pelo setor está o novo sistema de créditos tributários previsto pela reforma. Empresas ligadas ao mercado de influência costumam concentrar boa parte de seus custos em equipes de marketing, produção audiovisual, tecnologia, atendimento comercial e gestão de redes sociais. Por causa dessas características, algumas companhias podem precisar rever custos e contratos ao longo da transição para o novo modelo. Segundo o especialista, a reforma traz avanços na simplificação do sistema, mas também impõe desafios para empresas enquadradas no Simples Nacional, que podem perder competitividade em determinadas relações comerciais. "A Reforma Tributária traz avanços importantes em simplificação, mas também cria desafios para empresas enquadradas no Simples Nacional. Como os créditos tributários passam a ter um peso maior nas decisões de compra, fornecedores desse regime podem enfrentar perda de competitividade, já que seus clientes não conseguem aproveitar os mesmos créditos obtidos em operações com empresas de outros regimes tributários. Esse movimento pode levar a uma reorganização das cadeias de fornecimento e exigir que pequenas empresas revisem suas estratégias comerciais para preservar mercado nos próximos anos", avalia Lucas. O debate também envolve agências de publicidade, produtoras de conteúdo, empresas de licenciamento e outros negócios que fazem parte da economia dos criadores. Split payment entra na discussão Outro tema que passou a chamar atenção é o chamado split payment, sistema que prevê a separação automática dos tributos no momento das transações financeiras. Embora os detalhes da implementação ainda estejam sendo acompanhados pelo mercado, a mudança tem levantado dúvidas sobre possíveis efeitos na gestão financeira das empresas. No universo da influência digital, que movimenta contratos publicitários, campanhas e lançamentos de produtos, entender como o novo mecanismo vai funcionar faz parte da preparação para as mudanças que estão por vir. "O split payment pode trazer mais transparência ao sistema, mas as empresas precisarão entender como essa dinâmica afeta o dia a dia financeiro", diz Lucas. O que acontece com quem está no Simples Nacional? Muitas empresas ligadas ao mercado de influência são enquadradas no Simples Nacional. Ainda assim, especialistas avaliam que a reforma pode produzir efeitos indiretos nas relações comerciais entre empresas e na forma como diferentes negócios se conectam dentro do setor. Como a implementação ocorrerá de forma gradual até a próxima década, muitas definições ainda serão regulamentadas ao longo do processo. Por isso, empresários e gestores acompanham os próximos passos da reforma para entender seus possíveis desdobramentos. "O principal desafio será acompanhar as mudanças à medida que forem implementadas e entender como elas afetam cada modelo de negócio", conclui o especialista.
De criadores de conteúdo a empresários: por que o mercado de influência vive um novo momento
Com faturamento milionário e operações que vão além das redes sociais, personalidades digitais passam a olhar com mais atenção para temas antes restritos ao universo corporativo, diz Lucas Congo






