As redes sociais transformaram a relação de consumidores com as marcas e passaram a exigir conexões mais próximas e sinceras, afirmaram executivos e influenciadores no painel “Beleza redefinida”, nesta quarta-feira (10), no Web Summit Rio. O presidente da L’Oréal Brasil, Marcelo Zimet, destacou que o Brasil é o quinto país em interação nas redes sociais e onde os usuários passam mais tempo na frente das telas. Ao analisar as mudanças do mercado na última década, o CEO ressaltou que o consumidor hoje é mais conectado a tribos e comunidades e menos preso a regras, fazendo com que as campanhas sejam elaboradas de forma mais nichada. “As marcas querem ser amadas. Elas não querem ser compradas. E isso é uma mudança muito grande na própria estratégia de comunicação e como você quer se engajar com o consumidor”, afirmou. No caso do Brasil, considerado o terceiro maior mercado mundial de beleza, o entendimento sobre a cultura local também se tornou um ativo para o grupo crescer dentro e fora do país. “Independente se você é uma empresa com presença global, você tem que adaptar sua estratégia de forma local. E onde o Brasil está indo mais rápido, e inspirando muito o grupo, é nessa parte de trabalhar muito próximo dos criadores, e ter liberdade de realmente escutar o que está acontecendo e transformar boas ideias em estratégia”, disse Zimet. Tecnologia e ferramentas de inteligência artificial são vistas como aliadas pelo executivo para identificar conversas nas redes sociais e comunidades com as quais os produtos do grupo mais se identificam. De olho na conexão real com os brasileiros, a multinacional francesa também incentiva a diversidade no quadro de funcionários. “Se a gente quiser se conectar emocionalmente de forma real com o consumidor brasileiro, eu preciso ter esse Brasil dentro da companhia”, disse.