Chope e bolinhos do Caju Gastrobar, em Copacabana — Foto: Bruno de Lima/Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 02/06/2026 - 17:14 Vendas de Cerveja Crescem para Bares, Mas Consumo Final Cai no Brasil O mercado de cerveja no Brasil enfrenta um enigma intrigante: enquanto as cervejarias aumentam suas vendas para bares e distribuidoras, o consumo final permanece em queda. Analistas do BTG Pactual apontam um acúmulo de estoques nos varejistas, que esperavam vendas robustas após bons resultados no ano anterior. Em abril, houve um aumento de 8,4% nas vendas, mas possivelmente impulsionado por preços mais altos, não por maior consumo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Mesmo analistas que não bebem devem estar enfrentando dificuldades para entender o comportamento do mercado brasileiro de cerveja. Depois de especularem sobre as razões para o consumo seguir baixo mesmo diante de indicadores favoráveis à bebida (clima, PIB e emprego), a Faria Lima agora está encafifada por causa de um descompasso: as cervejarias estão vendendo mais para bares e distribuidoras (o chamado sell-in), mas as vendas para o consumidor final (o sell-out) estão caindo. De acordo com os analistas do BTG Pactual, isso levou a um salto repentino nos estoques de cerveja do varejo. "Os varejistas parecem ter aumentado seus estoques de cerveja nos primeiros meses do ano, provavelmente esperando um forte ritmo de vendas após o desempenho positivo observado nos últimos meses do ano passado. No entanto, isso não se confirmou, conforme sugerem tanto os volumes de produção da indústria quanto os dados de sell-out da Nielsen. Como resultado, os varejistas passaram de níveis baixos de estoque em dezembro para o maior nível em 13 meses em março", observaram. O relatório acrescenta que, em abril, o descompasso parece ter diminuído, com números da consultoria ScannTech indicando alta anual de 8,4% nas vendas de cerveja no varejo, após quedas de 10,6% (em março) e 3,4% (em fevereiro, mesmo com o Carnaval). O problema é que a explicação pode ter sido o fato de a cerveja estar mais cara, em vez de o brasileiro estar bebendo mais. "Não sabemos quanto dessa melhora foi impulsionado por preços e quanto por volumes, mas nossa percepção é que os reajustes de preços podem ter tido um papel mais relevante do que uma recuperação efetiva dos volumes até o momento", explicaram.
Novo enigma no mercado de cerveja
Novo enigma no mercado de cerveja









