O copo vazio para quem bebe é que os preços da cerveja devem subir mais rápido Cerveja — Foto: Freepik RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/05/2026 - 10:49 BTG Pactual Recomenda Compra das Ações da Ambev Após 13 Anos Após 13 anos, o BTG Pactual alterou sua recomendação para as ações da Ambev, passando a sugerir a compra. A mudança ocorre em meio à estagnação do consumo de cerveja no Brasil e ao aumento dos preços. O BTG acredita que a Ambev está bem posicionada para beneficiar-se da demanda por bebidas premium, enquanto a Heineken enfrenta limites em sua estratégia baseada em uma única marca. Os analistas destacam a capacidade da Ambev de impor preços, prevendo aumento de 1,4 ponto percentual acima da inflação nos próximos anos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Justamente no momento em que o consumo de cerveja dá sinais de estagnação no Brasil, os analistas do BTG Pactual mudaram sua posição histórica sobre as ações da Ambev e passaram a recomendar sua compra após 13 anos. O banco de André Esteves passou a entender que a dona de marcas que vão de Skol a Hoegaarden está mais bem posicionada para navegar esse cenário — essencialmente, sustentar aumentos de preços médios graças à maior demanda por bebidas premium. Ao mesmo tempo, o BTG acredita que a rival Heineken está “se aproximando dos limites de sua estratégia premium baseada em uma única marca.” “Sim, é verdade. Treze anos depois, estamos elevando a recomendação de Ambev para compra. Não fazemos isso de forma leviana. Nossa postura cautelosa em relação à ação foi uma das recomendações mais consistentes que fizemos, defendida a cada ‘falso amanhecer’ — cada ‘desta vez a Skol volta’, cada aposta em premiumização, cada trimestre de recuperação de margens. Estamos mudando de opinião agora porque a capacidade da Ambev de impor preços — a principal variável que explica sua criação de valor —, ancorada em um portfólio que a concorrência não consegue igualar, finalmente parece estar dando frutos”, escreveram os analistas Thiago Duarte e Guilherme Guttilla em um longo relatório. Eles acrescentaram que “durante anos, buscamos maneiras de a Ambev consertar a máquina.” “Agora, ao que tudo indica, ela finalmente tem algo sobre o qual construir”, afirmaram, atribuindo preço-alvo de R$ 20 para as ações da Ambev, que valem menos de R$ 17 hoje na Bolsa. Fim da era Heineken no Brasil? De acordo com os analistas, “o poder de precificação historicamente explicou cada capítulo da história de criação de valor da Ambev.” No que eles chamam de “sua era de ouro”, entre 2005 e 2015, a companhia conseguia subir preços em ritmo 1,5 ponto percentual acima da inflação. Depois, sofreu uma “década perdida”, inclusive com quedas reais de preços até 2020. Esse período coincidiu com a ascensão da Heineken no Brasil. A marca holandesa “emergiu como uma concorrente de fato” e “trouxe atributos até então inexistentes para os consumidores locais”, mudando o cenário competitivo do mercado brasileiro de cerveja. “A Heineken ‘verde’ tinha caráter aspiracional e se tornou a única marca premium verdadeiramente escalável. A Ambev deixou de ditar tendências na categoria e passou a atuar de forma defensiva, enquanto a Heineken colhia os frutos de ter construído aquilo que passou a definir o segmento premium de cerveja no Brasil”, observaram. Agora, o jogo parece ter mudado para a Ambev. “Com o portfólio reconstruído e a Heineken aparentemente se aproximando dos limites de sua estratégia premium baseada em uma única marca, a Ambev retomou o protagonismo dos preços em 2025 e no início de 2026. Crucialmente, a Heineken foi forçada a seguir os reajustes, em vez de liderá-los. O repasse de preços ocorre com capital incremental mínimo, razão pela qual esse é o principal motor do nosso modelo daqui para frente”, explicaram. Bom para quem? Tanto que a Heineken aumentou preços duas vezes no ano passado. Segundo o BTG, a companhia acompanhou o reajuste promovido pela Ambev no primeiro semestre de 2025 e implementou um novo aumento no fim de 2025. “A Heineken não apenas está elevando preços em um momento em que se imaginava que não faria isso, como também está fazendo isso enquanto seu desempenho em volumes tropeça. Acreditamos que esse talvez seja o elemento mais fundamental da equação competitiva da indústria. Isso sugere, para nós, que a marca Heineken está entrando em uma nova fase. Dependendo de como isso evoluir, pode mudar tudo para a Ambev”, observaram. Diante disso, o BTG espera que a Ambev consiga aumentar preços 1,4 ponto percentual acima da inflação “nos próximos anos”. A notícia parece ser ótima para os investidores. Mas e para quem bebe?
BTG muda de opinião sobre a Ambev após 13 anos e vê fim do fôlego da Heineken
O copo vazio para quem bebe é que os preços da cerveja devem subir mais rápido











