Um relatório da Morgan Stanley alertou sobre o impacto negativo que os resultados da Copa do Mundo podem ter nas vendas na região da AB Inbev e da Heineken 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Seleção lamenta eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo — Foto: Odd ANDERSEN/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 06/07/2026 - 18:00 Eliminação de Brasil e México na Copa afeta ações de cervejarias A eliminação precoce de Brasil e México na Copa do Mundo impactou as ações de grandes cervejarias como AB InBev e Heineken, com quedas de até 4%. Um relatório da Morgan Stanley destaca a perda do aumento nas vendas que normalmente ocorre quando seleções permanecem mais tempo no torneio. A AB InBev, com forte presença no Brasil e México, é a mais afetada, enquanto a expectativa agora se volta para o desempenho dos EUA, país anfitrião. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A eliminação precoce do Brasil e do México da Copa do Mundo não só deixou um gosto amargo entre seus torcedores. Também pode afetar as vendas das principais cervejarias da região.Analistas do Morgan Stanley, empresa global de serviços financeiros de Nova York, alertaram que as derrotas de ambas as equipes reduzem as chances de recuperação do consumo de cerveja na América Latina durante o terceiro trimestre, um fenômeno que geralmente se estende quando as equipes passam mais tempo em competição. Com a eliminação das equipes no domingo, as expectativas de um aumento adicional nas vendas diminuíram antes da final que seria disputada em New Jersey em 19 de julho. "Acreditamos que o maior aumento nos volumes de cerveja ocorre quando as equipes jogam as fases decisivas do torneio", disseram analistas liderados por Sarah Simon em um relatório citado pela Bloomberg. Guillermo Ochoa, goleiro do México, chora após eliminação na Copa do Mundo — Foto: CARL DE SOUZA / AFP Segundo Morgan Stanley, a empresa mais exposta é a AB InBev, dona da Ambev e proprietária de marcas como Brahma, Corona, Skol e Quilmes, devido à importância dos mercados brasileiro e mexicano em seus negócios. A Heineken também tem grande mercado em ambos os países. A reação do mercado foi imediata. As ações da AB InBev caíram mais de 4% na Bolsa de Bruxelas, enquanto a Heineken caiu 1,4% em Amsterdã. Nos Estados Unidos, a Constellation Brands – distribuidora da Corona e Modelo – perdeu 5,9%, acompanhada de quedas na Boston Beer e Molson Coors. Enquanto isso, a Ambev, subsidiária brasileira da AB InBev, caiu 3,5% na Bolsa de São Paulo. Uma questão de expectativas Para Morgan Stanley, a eliminação do Brasil terá um impacto maior do que a do México devido ao tamanho do mercado de cerveja e às expectativas mais altas que existiam sobre o desempenho da equipe no torneio. Analistas esclareceram que o efeito negativo não se deve à queda no consumo regular, mas à perda do crescimento adicional que normalmente ocorre quando um time avança para a Copa do Mundo. Agora o foco está nos Estados Unidos, que nesta segunda-feira (6) enfrentam a Bélgica em busca de uma vaga na próxima fase. Cerca de 20% da receita da AB InBev vem do mercado dos EUA, e um bom desempenho da equipe local pode gerar um efeito positivo no consumo. No entanto, Morgan Stanley acredita que ainda não foi comprovado que o impacto do futebol nas vendas de cerveja nos Estados Unidos possa compensar a oportunidade perdida na América Latina, embora reconheça que o fato de ser o país anfitrião pode se tornar um fator favorável caso o time continue avançando.