Torcedores do Brasil e do México despertaram nesta segunda-feira (6) ainda com o gosto amargo das eliminações na Copa do Mundo. Para as empresas cervejeiras, a sensação talvez seja parecida.

A saída das duas seleções do torneio pode frustrar as projeções de vendas de cerveja no terceiro trimestre, diz relatório do Morgan Stanley divulgado nesta segunda. Ainda que a Copa continue, as derrotas dos países que estão entre os maiores consumidores da bebida no mundo provavelmente levarão a um consumo menor do que o esperado se ambos os times tivessem avançado para as fases seguintes da competição.

A Ambev —subsidiária da América Latina da AB InBev, gigante cervejeira da Bélgica— é a mais exposta a esse risco, afirmam os analistas. As ações caíam mais de 3% no pregão da Bolsa brasileira às 14h30, e os papéis fecharam em queda de 4% em Bruxelas. Nos Estados Unidos, a Constellation Brands, que distribui as marcas Corona e Modelo no país, caía 6%.

A Heineken, que também tem exposição "significativa" aos mercados brasileiro e mexicano, caiu 1,4% no pregão de Amsterdã.

"Acreditamos que a concentração do aumento no volume de cerveja provém de jogos que avançam para as fases finais dos torneios", dizem os analistas do Morgan Stanley.