Em um evento em Brasília recheado de pessoas do setor cervejeiro e de políticos —de olho na futura tarifa que será estipulada para o Imposto Seletivo—, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) revelou os dados mais atuais do Anuário da Cerveja.

O documento sempre usa como referência a produção do ano anterior. Portanto, o Anuário da Cerveja passa a limpo os dados do setor de 2025. E se no relatório passado a grande notícia foi o crescimento das cervejas sem álcool, neste ano, a estrela da numeralha revelada foi o significativo aumento da produção de cervejas sem glúten, para alegria dos celíacos presentes —não eram muitos.

A cerveja com essa característica saltou de 71 milhões de litros para 367,9 milhões, um crescimento de 417,7%. É sempre bom lembrar que o anuário não corresponde só às cervejas artesanais ou aos rótulos das grandes fabricantes —estão todos juntos, misturados e felizes.

Para Márcio Maciel, presidente do Sindicerv (Sindicato Nacional da Indústria de Cerveja), esse crescimento engloba não só uma demanda que estava reprimida como uma regulação do setor.

"Com a regulação positiva, veio um desenvolvimento tecnológico que permitiu a criação segura para essa população", afirma. "E você fazendo elas num sabor que é o mesmo da cerveja original, com as mesmas características, sem dúvida encontrou um espaço [no mercado]", completa. O Sindicerv tem entre seus associados os principais grupos cervejeiros do país, como Ambev e Heineken.