De tão repetida, a frase "Beba com moderação" parece estar surtindo efeito —mas não de um jeito que a indústria da cerveja esperava. A recomendação feita pelo Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária), que acompanha toda propaganda de bebida alcoólica, alerta para os efeitos nocivos e ocasiões em que o produto deve ser evitado, como na direção de veículos.
Mas nos últimos anos o púbico vem colocando o pé no freio no consumo de cerveja, cada vez mais preocupado com estética e saúde —novos estudos trazem evidências da relação entre o consumo de álcool e risco de morte por diferentes tipos de câncer.
Em todo o mundo, a venda do produto no varejo alimentar, bares e restaurantes caiu 3,5% em 2025, na comparação com 2019, antes da pandemia, segundo a consultoria Euromonitor. Diferentemente do movimento global, no Brasil, o consumo cresceu no primeiro ano de quarentena, até atingir o auge em 2022. Mas desde então as vendas desaceleraram; só em 2025, recuaram 5% sobre o ano anterior.
Já o Anuário da Cerveja 2026, elaborado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária com dados do setor em nível nacional, aponta para uma queda de 9% no volume de produção em 2025 em relação a 2024, para 15,7 bilhões de litros.













