05/06/2026 13h11 Atualizado agora
O consumo de água sempre foi um dos desafios para a indústria de bebidas. Altamente dependente do recurso para suas operações, o setor vem usando novas tecnologias para reduzir perdas, ampliar o reuso e investir na preservação das bacias hidrográficas que garantem a continuidade do negócio. Ao combinar inovação e ações territoriais, as empresas se preparam para enfrentar um cenário de maior escassez e risco climático.
No âmbito setorial, a Associação Brasileira de Indústria de Bebidas (ABIR) destaca que, ao longo dos últimos anos, a indústria de bebidas não alcoólicas vem promovendo uma transformação importante em sua gestão hídrica, impulsionada por metas de sustentabilidade, avanços tecnológicos e maior conscientização ambiental. O consumo médio das empresas do setor caiu de 3 litros para 1,5 litro de água por litro de bebida nas últimas décadas. “A indústria vem consolidando uma agenda robusta de gestão sustentável da água”, afirma a entidade em nota. Entre as práticas mais adotadas estão a recuperação de água de enxágue, modernização de equipamentos, sistemas automatizados de limpeza, captação de chuva e reuso industrial.
Na Heineken, a abordagem combina eficiência fabril, projetos territoriais e gestão hídrica na cadeia agrícola. “A eficiência industrial traz ganhos imediatos, enquanto as ações nos territórios fortalecem a disponibilidade de água no longo prazo”, explica Mauro Homem, vice-presidente de sustentabilidade da companhia. A empresa investe em estações de recuperação hídrica, capazes de devolver efluentes tratados ao processo produtivo. A iniciativa, em marcha em dez cervejarias brasileiras com um investimento de R$ 133,9 milhões, pode reduzir entre 0,15 e 0,25 HL (hectolitro) de água por hl de bebida produzida.














