Há cerca de 7.000 anos, a cerveja acompanha a experiência humana e ajudou a construir formas de convivência que seguem atuais, como reunir pessoas, celebrar encontros e fortalecer vínculos. O último ano foi desafiador para a economia brasileira, e o setor cervejeiro não esteve alheio a esse contexto de mudanças no consumo, pressões econômicas e transformações regulatórias. Ainda assim, os dados mais recentes mostram um setor de bases sólidas, com forte presença territorial, capacidade de inovação e resiliência construída ao longo de décadas.
Segundo o Anuário da Cerveja, publicação do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), o país conta hoje com 1.954 cervejarias registradas em 794 municípios, além de mais de 44 mil produtos cervejeiros e 56 mil marcas, e alcançou 77 países em exportações. Mais do que números, esses dados revelam capilaridade econômica, diversidade produtiva e força cultural. Presente no encontro entre amigos, no almoço de domingo, nos bares, restaurantes e festivais, a cerveja firmou-se como bebida de convívio e moderação.
O setor segue em transformação, com produção nacional acima de 15,6 bilhões de litros e sinais de premiumização, inovação e regionalização, com destaque para o Nordeste como polo cervejeiro. A categoria sem álcool, após forte expansão inicial, mostra estabilização natural e já se integrou ao hábito do consumidor, enquanto a ampliação do portfólio revela um mercado cada vez mais plural.















