Michel Doukeris destacou ainda que o clima no Brasil continua pouco favorável para o segmento de cerveja, mas afirmou que a " indústria está indo em uma boa direção mesmo com o atual cenário" A forte disputa por preço tem sido um dos fatores a levar a Ambev a perder volume de vendas na divisão de NAB (bebidas não alcoólicas) no Brasil, disse o CEO da AB InBev, Michel Doukeris, durante teleconferência para apresentar os resultados do segundo trimestre. A AB InBev é a holding da Ambev. A divisão NAB do grupo abraça produtos como refrigerantes, isotônicos e energéticos. “No segmento, tivemos pressão em participação de mercado nos últimos dois ou três trimestres”, disse o executivo, apontando uma diferença de preço entre os produtos. “Os competidores estão investindo pesado em preço. Estamos balanceando nossa agenda estratégica para garantir que temos custos o sob controle e uma gestão de preço”, disse. Segundo o executivo, o cenário tem melhorado e as perspectivas para a categoria são mais favoráveis para o segundo semestre. “Vamos continuar a fazer nosso trabalho e esperamos crescimento nesse segmento”, disse. A Ambev reportou uma queda de 4,4% nos seus volumes de bebidas não alcoólicas no Brasil no segundo trimestre, para 7,615 milhões de hectolitros. No trimestre, a receita líquida da categoria cresceu 1,4%, para R$ 2,06 bilhões. Cerveja Doukeris disse que o segmento de cerveja no Brasil continua pressionado por um clima pouco favorável ao consumo da bebida. O segmento tem sido bastante impactado desde o ano passado por causa das temperaturas mais frias por aqui. “No ano passado tivemos um desafio no clima, que começou em junho e foi até novembro. Neste ano, está mais frio do que normalmente [no Brasil]. No Pacífico vemos o oposto”, disse o executivo. Doukeris ponderou que a indústria está indo em uma boa direção mesmo com o atual cenário, com a demanda resiliente. “O portfolio está crescendo. Recuperamos a liderança no premium. Tivemos um grande crescimento em não alcoólicos”, disse. Doukeris disse ainda que o efeito da Copa do Mundo deve continuar a influenciar de forma positiva os resultados da empresa mesmo depois do fim dos jogos. “Antes da [Copa da] Fifa, você achava a Michelob Ultra no Canadá, nos Estados Unidos, México e alguns países do Caribe. Agora, estamos no Brasil, Argentina e Paraguai. A marca está indo bem”, disse. Ainda conforme o CEO, 40% do crescimento da Michelob Ultra no segundo trimestre veio de fora dos Estados Unidos. Doukeris disse ainda que o grupo espera uma média de 25 pontos base de ganhos em volume neste ano por causa da Copa do Mundo. A estimativa já havia sido dada na teleconferência do último trimestre. O número leva em conta o intervalo de ganho de volume da empresa durante Copas, que varia entre 20 pontos e 30 pontos ao ano. O grupo ainda contabiliza o efeito final deste edição, já que parte da competição foi em julho. CEO da AB InBev, Michel Doukeris — Foto: Paulo Mumia/Divulgação
Disputa em preço pressiona vendas de não alcoólicos no Brasil, diz CEO da AB InBev
Michel Doukeris destacou ainda que o clima no Brasil continua pouco favorável para o segmento de cerveja, mas afirmou que a " indústria está indo em uma boa direção mesmo com o atual cenário"












