A seção Tendências/Debates desta Folha trouxe esta semana um ótimo artigo denunciando o atraso do Brasil na regulamentação da cannabis medicinal e de psicodélicos terapêuticos. Isso apesar das vantagens comparativas de nosso país, potência agrícola com tradição de pesquisa em substâncias psicoativas:
"A pergunta não é se devemos importar o modelo norte-americano. É por que um país comprometido com direitos, saúde e redução de danos aceita ficar atrás justamente onde deveria liderar", questionavam. O mesmo se pode argumentar das energias alternativas fotovoltaica e eólica.
O Brasil tem muito sol, ventos abundantes e um vasto território para instalar painéis solares e torres eólicas. Pode implementá-los de modo ambiental e socialmente mais responsável do que no descaso habitual com populações e natureza, inversamente proporcional à diminuta fatia de alternativas limpas na matriz elétrica (energia nuclear e hidreletricidade não cabem na rubrica).
Mas e a questão da intermitência, retrucarão lobistas de combustíveis fósseis, termelétricas idem e hidrelétricas que expulsam comunidades tradicionais e florestas. A resposta vem na ponta da língua: baterias para armazenar energia quando não há luz do sol ou ventos.















