Corte fez auditoria para analisar mecanismos usados pela União para financiar ações fora dos canais regulares de orçamento. O Tribunal de Contas da União (TCU) — Foto: Valter Campanato/Agência Brasil RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/05/2026 - 21:56 TCU cobra transparência do governo em uso de fundos extraorçamentários O Tribunal de Contas da União (TCU) exige mais transparência do governo em fundos para políticas públicas, após auditoria revelar uso de receitas fora do orçamento regular. O TCU destaca a falta de monitoramento pela Secretaria de Orçamento Federal, o que compromete a transparência fiscal. A União deve esclarecer impactos fiscais e justificar o uso de fundos extraorçamentários, incluindo no programa educacional Pé-de-Meia. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou nesta quarta-feira que o governo dê mais transparência em fundos que executam políticas públicas do Orçamento. Entre as constatações, a auditoria do TCU apontou que algumas receitas públicas não são recolhidas à Conta Única do Tesouro Nacional nem passam pelo Orçamento Geral da União, sendo destinadas diretamente a fundos privados ou órgãos públicos. Para os auditores, isso ocorre sem acompanhamento adequado, já que a Secretaria de Orçamento Federal (SOF) não tem atribuição para monitorar essas receitas. “O principal ponto identificado é que os mecanismos alternativos dificultam a transparência fiscal e o rastreamento dos gastos públicos. Isso pode comprometer a credibilidade da gestão financeira da União e enfraquecer os princípios orçamentários que garantem clareza, publicidade e controle sobre a aplicação dos recursos públicos", diz o TCU. Outro problema identificado foi a capitalização de fundos privados pela União sem o trânsito adequado pelo OGU ou pela Conta Única. A auditoria também constatou que fundos públicos ou privados estão sendo usados para executar despesas típicas da União ou implementar políticas públicas, sem seguir os mecanismos orçamentários tradicionais. Por fim, a auditoria destacou que o uso desses mecanismos extraorçamentários enfraquece a credibilidade da política fiscal e a gestão das finanças públicas. O cenário é agravado por fatores como o aumento da dívida pública, a rigidez orçamentária e a compressão dos gastos discricionários. O TCU permitiu a continuidade da execução de gastos por meio dos fundos. Mas um dos ajustes que precisarão ser feitos é que o governo terá de deixar claro o impacto fiscal com cada política financiada a partir desses fundos e o motivo de ela não ser executada diretamente pelo orçamento. O tribunal também determinou uma sobre a execução do programa educacional Pé-de-Meia por meio de um fundo, e não de forma direta pelo orçamento. Além disso, o governo federal precisará enviar ao TCU um relatório sobre medidas de mapeamento e divulgação de receitas federais que não são recolhidas aos cofres do Tesouro.
TCU exige mais transparência ao governo em fundos que executam políticas públicas
Corte fez auditoria para analisar mecanismos usados pela União para financiar ações fora dos canais regulares de orçamento.













