Medida deve ser aprovada pelo Câmara dos Deputados nesta semana O presidente da Fiesp, Paulo Skaf e empresários durante entrevista após reunião no Senado para discutir as mudanças na escala 6x1 — Foto: Lula Marques/Agência Brasil RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/05/2026 - 18:28 Empresários e oposição pedem adiamento da votação da PEC 6x1 Empresários e oposição se reuniram com Davi Alcolumbre para pedir que a PEC que altera a jornada de trabalho 6x1 não seja votada antes das eleições. A proposta, que já passou pela Câmara, prevê folgas semanais e redução das horas de trabalho. Há preocupação em evitar pressa na aprovação devido ao período eleitoral. Alcolumbre é visto como peça chave, podendo influenciar o prazo de transição. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Representantes de empresas do setor produtivo e senadores de oposição se reuniram nesta terça-feira com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e pediram que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da jornada de trabalho no modelo 6x1 não seja analisada de forma célere. Foi feito um pedido para que o Senado não vote a proposta antes do fim das eleições. O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição e coordenador da pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), estava presente na reunião e disse que foi feito um apelo para que a discussão acontecesse após as eleições. — Foi pedido que houvesse mais tempo para ser discutido, que não fizesse a toque de caixa e principalmente que a discussão não acontecesse na época eleitoral, é um período em que se perdeu a racionalidade — declarou. — Do jeito que está, o relatório vai ser muito ruim para o país. A PEC ainda precisa ser aprovada pela Câmara, mas os empresários querem ganhar tempo para conseguir alargar o prazo da transição com a ajuda de Alcolumbre, que se distanciou do governo. O texto da PEC, apresentado nessa segunda-feira, foi negociado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A previsão é que o texto seja votado pelos deputados até esta quinta-feira. O texto prevê dois dias de folga na semana já neste ano e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas num período de 14 meses. — O presidente (do Senado) ouviu com atenção e sentiu que é complexo o assunto e que merece e é necessário ser discutido com a devida importância, a devida calma, a devida profundidade — declarou o presidente da Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, após a reunião. Skaf disse que levou ao Senado representantes da indústria, comércio, agricultura, bares e restaurantes, serviços e shopping centers. — Uma representatividade de todas as regiões do Brasil de uma forma sensata, equilibrada e preocupada na forma açodada e irresponsável que isso foi tocado na Câmara dos Deputados. A nossa esperança, e iremos acreditar, é que no Senado será trilhado de uma forma diferente, com serenidade – completou. A mudança na escala de trabalho é uma das principais apostas do presidente Lula para impulsionar a popularidade na sua campanha de reeleição. Além do pedido para que a tramitação seja mais lenta, há uma demanda para que Alcolumbre escolha um relator que não vá disputar a reeleição neste ano, para que fique menos sensível às questões eleitorais. No Senado, porém, a tramitação começa pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que é presidida por Otto Alencar (PSD-BA), aliado de Lula. Caso a PEC seja modificada no Senado em relação ao texto da Câmara, é possível publicar a parte de consenso e devolver a divergência para a outra Casa. Em PECs, é necessário consenso para promulgação.
Empresários e oposição procuram Alcolumbre e pedem para fim da escala 6x1 ser discutida após a eleição
Medida deve ser aprovada pelo Câmara dos Deputados nesta semana














